Ucrânia pode adotar lei marcial se combates no leste do país piorarem, diz presidente

KIEV (Reuters) - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse nesta quinta-feira que não descarta adotar uma lei marcial e ordenar uma nova onda de mobilização militar se o conflito com separatistas pró-Rússia piorar.

Poroshenko fez os comentários num momento em que renovadas tensões com a Rússia por conta da Crimeia ressuscitaram os temores de que um frágil cessar-fogo acertado em Minsk, capital de Belarus, em fevereiro de 2015 possa desmoronar na esteira do mês de confrontos mais mortífero em um ano.  

"Se a situação se agravar no leste e na Crimeia, não descartamos as possibilidades (de que) seremos forçados a adotar a lei marcial e anunciar uma mobilização (adicional)", disse Poroshenko em um discurso televisionado da região de Lviv, no oeste ucraniano.

Poroshenko não deixou claro o que a adoção da lei marcial pode significar, nem se falava de uma lei marcial no país inteiro ou somente em algumas partes.

A legislação ucraniana estipula que a medida pode ser adotada mediante um decreto presidencial que precisa ser aprovado pelo Parlamento, e pode incluir restrições de movimentação das pessoas, a proibição de partidos políticos e de certas instituições e de reuniões públicas.

(Por Alessandra Prentice)

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