Rebeldes da Síria acolhem proposta de trégua em Aleppo com reservas

BEIRUTE/GENEBRA (Reuters) - O grupo que congrega as principais forças de oposição da Síria saudou cautelosamente nesta sexta-feira a proposta de uma pausa semanal nos combates na cidade de Aleppo para permitir a chegada de ajuda a áreas sitiadas, contanto que a operação seja monitorada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Vem crescendo em todo o mundo o temor a respeito do destino dos até dois milhões de civis da cidade devido à intensificação do confronto, e o Programa Mundial de Alimentos alertou nesta sexta-feira que a situação é "desumana, terrível, repugnante, digna de pesadelo".

     Na quinta-feira, a Rússia, aliada militar mais poderosa do presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que apoia um pedido já antigo da ONU por uma trégua semanal de 48 horas na localidade, e que está pronta para iniciar a primeira na semana que vem. O governo da Síria ainda não comentou a ideia.

    "O Alto Comitê de Negociações saúda qualquer iniciativa que estanque a sangria dos sírios e contribua para a chegada de ajuda a áreas sitiadas", disse o comunicado do grupo, que inclui representantes de muitas facções rebeldes.

    Mas o grupo condiciona a acolhida a um mecanismo da ONU para monitorar e fazer vigorar a trégua. Durante uma pausa humanitária anterior neste ano, os dois lados se queixaram de que a outra parte violava a trégua à medida que os combates voltavam a se intensificar.

    Um comandante rebelde veterano disse haver uma "atmosfera positiva" na conversa sobre um cessar-fogo. "Mas até agora não há detalhes."

    (Por Angus McDowall e Tom Perry, em Beirute, e Stephanie Nebehay, em Genebra)

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