Airweave, última grande patrocinadora de Ryan Lochte, rompe contrato após incidente no Rio

Por Subrat Patnaik e Liana B. Baker

(Reuters) - O nadador norte-americano Ryan Lochte perdeu a última de suas grandes patrocinadoras, a fabricante de colchões japonesa Airweave, dois dias após o nadador norte-americano ter admitido que exagerou ao dizer que tinha sofrido um assalto à mão armada no Rio de Janeiro durante a Olimpíada.

Em uma entrevista à Rede Globo no sábado, Lochte admitiu ter exagerado seu relato sobre um assalto à mão armada no Rio e pediu desculpas ao Brasil, mas insistiu não ter mentido. [nL1N1B203B]

Faltando poucas horas para o fechamento dos Jogos, a Speedo USA emitiu uma declaração dizendo que não seria mais patrocinadora de Lochte, enquanto a marca Ralph Lauren também anunciou que não renovará o acordo com o nadador.

"Não podemos aceitar comportamentos que contrariam os valores que esta marca defende há tempos", disse a Speedo em comunicado nesta segunda-feira.

A Speedo USA informou que irá doar 50 mil dólares do pagamento a Lochte para a Save The Children, uma instituição de caridade global ligada à Speedo.

Lochte disse em comunicado que respeita a decisão da Speedo.

Dono de 12 medalhas olímpicas, Lochte havia dito que ele e três colegas de equipe foram assaltados por homens armados no início da semana passada ao saírem de uma festa e seguirem para a Vila Olímpica. A Polícia Civil do Rio refutou esta versão dos acontecimentos, acusando Lochte e os outros de mentirem.

A Ralph Lauren também anunciou que seu acordo com Ryan Lochte era especificamente para os Jogos do Rio. A marca tirou todas as referências ao medalhista de ouro de seu site.

A empresa do produtos estéticos Syneron Candela, que havia escolhido Lochte como embaixador global da marca para um de seus produtos em abril, disse que vai esperar a conclusão da investigação dos fatos ocorridos no Rio com o nadador.

"A situação atual no Brasil em relação a Ryan Lochte é uma investigação em andamento. Assim sendo, iremos suspender nossas decisões até termos um entendimento mais completo da situação", disse a empresa à Reuters no domingo.

(Reportagem adicional de Liana Baker, no Rio de Janeiro, e Jill Serjeant, em Nova York)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF NS ES

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