Erdogan diz que EUA não têm desculpa para não extraditar clérigo suspeito por golpe

Por Ece Toksabay

(Reuters) - O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, afirmou nesta quarta-feira que irá dizer ao vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que Washington não tem "nenhuma desculpa" para não extraditar um clérigo que vive na Pensilvânia e que Ancara culpa pela tentativa de golpe de Estado do mês passado.

Erdogan, que deve se reunir com Biden na capital turca ainda na quarta-feira, disse que a Turquia irá continuar a enviar documentos às autoridades norte-americanas exigindo a extradição de Fethullah Gulen, que vive autoexilado nos EUA desde 1999.

Gulen, ex-aliado de Erdogan, nega qualquer envolvimento no golpe fracassado de 15 de julho e condenou o movimento. Mas autoridades turcas dizem que uma rede de apoiadores de Gulen se infiltrou nos militares e no serviço público da Turquia durante anos para criar um "Estado paralelo".

"Iremos lhe dizer que o líder da Feto está em seu país", afirmou Erdogan, usando a sigla turca da Organização Terrorista Gulenista, o nome que Ancara deu à rede do clérigo. "Se um país quer que um criminoso em seu país seja extraditado, você não tem direito de discutir isso."

Washington diz precisar de provas claras para extraditar Gulen. Sua recusa em fazê-lo, e a percepção de uma reação lenta de aliados ocidentais ao golpe, enfureceram Erdogan e esfriaram as relações com os EUA e a União Europeia.

Pouco antes da chegada de Biden, forças turcas iniciaram uma grande operação dentro da Síria para expulsar militantes do Estado Islâmico da cidade fronteiriça de Jarablus apoiados por aviões de guerra da coalizão liderada pelos EUA.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos