Coreia do Norte executou dois funcionários com arma antiaérea diz jornal

Em Seul

  • KCNA/ AFP

    Um dos funcionários mortos teria cochilado durante reunião com Kim Jong-un (foto)

    Um dos funcionários mortos teria cochilado durante reunião com Kim Jong-un (foto)

A Coreia do Norte executou dois funcionários em público no início de agosto por terem desobedecido ao líder Kim Jong-un, de acordo com um jornal da Coreia do Sul nesta terça-feira (30), o que, se confirmado, seriam os mais recentes de uma série de expurgos no alto escalão sob o comando do jovem ditador.

Kim assumiu o poder em 2011, após a morte de seu pai, Kim Jong-il, e sua consolidação vem incluindo expurgos e execuções de autoridades altamente graduadas, disseram autoridades sul-coreanas.

Citando uma fonte não identificada familiarizada com a Coreia do Norte, o jornal JoongAng Ilbo disse que o ex-ministro da Agricultura Hwang Min e Ri Yong Jin, um funcionário veterano do Ministério da Educação, foram executados.

O JoongAng Ilbo relatou que os dois homens foram executados por armas antiaéreas em uma academia militar em Pyongyang.

A mídia estatal norte-coreana descreveu Hwang, um dos funcionários identificados, como ministro da Agricultura em 2012, e se referiu a ele como vice-ministro da Agricultura em 2014.

Hwang teria sido morto porque suas propostas de políticas foram vistas como um desafio a Kim Jong-un, segundo o JoongAng Ilbo. Ri foi flagrado cochilando durante uma reunião com Kim e investigado por corrupção e por mostrar desrespeito pelo líder, acrescentou o jornal.

Não foi possível verificar a reportagem de forma independente, e o Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que lida com assuntos relacionados à Coreia do Norte, não comentou de imediato.

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Algumas reportagens anteriores sobre expurgos e execuções no Estado recluso se revelaram imprecisas.

A reportagem sobre as execuções vem à tona pouco depois de a Coreia do Sul comunicar que o vice-embaixador norte-coreano em Londres desertou e chegou à Coreia do Sul com sua família, um golpe constrangedor no regime de Kim.

É raro a Coreia do Norte anunciar expurgos ou execuções, embora a mídia estatal tenha confirmado a execução do tio de Kim e do homem visto por muitos como o segundo mais poderoso do país, Jang Song Thaek, em 2012 por partidarismo e crimes contra a economia.

Também se acredita que um ex-ministro da Defesa, Hyun Yong Chol, foi executado no ano passado por traição, de acordo com a agência de espionagem de Seul. (Por Ju-min Park. Reportagem adicional de James Pearson)

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