REPERCUSSÃO-Senado mantém direitos políticos de Dilma Rousseff

BRASÍLIA (Reuters) - O Senado decidiu manter nesta quarta-feira os direitos políticos da agora ex-presidente Dilma Rousseff logo depois de decidir condená-la por crime de responsabilidade e cassar seu mandato.

Na votação sobre a perda dos direitos políticos por oito anos, 42 senadores votaram pela imposição desta pena à petista, enquanto 36 decidiram de forma contrária. Eram necessários 54 votos favoráveis à inabilitação de Dilma para que essa sanção fosse imposta.

Veja abaixo comentários de parlamentares sobre decisão:

SENADOR RONALDO CAIADO (DEM-GO), LÍDER DO PARTIDO

"A inabilitação não é pena acessória, é pena conjunta. O que fica claro é que a segunda votação foi um grande acordão entre o PT e PMDB.

Eu, com a prerrogativa de senador da República, recorrerei ao Supremo Tribunal Federal. A Constituição não dá essa margem de interpretação ao Senado Federal, o Senado não pode fatiar aquilo que a Constituição determina."

SENADOR CÁSSIO CUNHA LIMA (PSDB-PB), LÍDER DO PARTIDO

"O PSDB não participou de acordo para salvar a presidente Dilma de inabilitação do serviço público. O PSDB está tão surpreso quanto o povo brasileiro.

O acordo que houve foi seguramente entre Dilma e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porque esta votação aqui obviamente terá repercussão na votação da Câmara. Então se confirma aquilo que eu sempre disse: o acordo sempre foi de Cunha com Dilma. O deputado Cunha arquivou vários pedidos de impeachment.

SENADOR ROMERO JUCÁ (PMDB-RR)

"Não houve acordo do PMDB com ninguém para liberar a presidente Dilma de qualquer tipo de punição. Votei sim pela manutenção da punição por uma coisa muito simples: a Constituição diz que... se há cassação, imediatamente há a punição, com perda de direitos políticos e inabilitação.

Essa questão da inabilitação vai parar no Supremo Tribunal Federal. É algo diferente do usual, qualquer político que é cassado perde os direitos. Nesse caso específico está se criando jaboticaba. Se essa jaboticaba vai prosperar ou não quem vai dizer é o STF. A segunda votação não traz qualquer instabilidade política. A presidente foi cassada e agora o governo do presidente Temer precisa trabalhar. "

SENADOR AÉCIO NEVES (PSDB-MG)

"Fomos surpreendidos com líderes importantes do PMDB em dissonância com aquilo que vínhamos defendendo conjuntamente em todo o processo. É preciso que o PMDB diga de forma muito clara qual é seu nível de comprometimento com o governo.

Gerou desconforto enorme... essa movimentação de última hora do PMDB. Vamos avaliar o que ocorreu."

(Por Marcela Ayres, Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello)

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