Furacão Hermine assola Flórida e desperta novos temores sobre Zika vírus

Por Letitia Stein

TAMPA, Estados Unidos (Reuters) - O furacão Hermine passou pela Flórida causando destruição nesta sexta-feira, quando deixou 253 mil consumidores sem eletricidade, inundou áreas baixas e despertou temores de uma disseminação de Zika vírus nas poças de água.

Primeiro furacão a atingir o território da Flórida em mais de uma década, o Hermine chegou às praias do Estado norte-americano no início desta sexta-feira perto da St. Marks, 30 quilômetros ao sul da capital Tallahassee, com ventos de 130 quilômetros por hora e desencadeando uma onda de tempestades devastadora nas áreas costeiras.

O furacão deve prejudicar o trânsito no feriado do Dia do Trabalho norte-americano, que cai na primeira segunda-feira de setembro, depois de afetar a indústria turística de 89 bilhões de dólares da Flórida.

A Geórgia foi poupada dos estragos que esperava quando colocou 56 condados em estado de emergência, mas 85 mil casas e empresas ficaram sem energia devido às linhas de transmissão e árvores derrubadas.

"Estamos dando um certo suspiro de alívio", disse Jim Butterworth, diretor da Agência de Gerenciamento de Emergências da Geórgia.

Embora seus ventos tenham diminuído para 80 quilômetros por hora, a tempestade seguiu para o nordeste, rumo à costa atlântica, percorrendo um trajeto onde moram dezenas de milhões de norte-americanos e provocando avisos de tempestade e alertas até Rhode Island, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).

O Hermine pode ganhar força novamente no oceano e causar até 38 centímetros de chuva em Estados do sudeste e do Atlântico central nas próximas 48 horas, também sendo possível que cause uma precipitação intensa no litoral de Delaware e Nova Jersey a partir da noite de sábado, disse o NHC.

"Existe a possibilidade de inundações com risco de morte durante as próximas 48 horas na maioria das localidades costeiras entre a fronteira da Carolina do Norte/Virgínia e Bridgeport, no Connecticut", afirmou o centro.

Na Flórida, as preocupações com a água estagnada, onde os mosquitos procriam, se intensificaram no momento em que o Estado combate um surto de Zika vírus.

"É incrivelmente importante que todos façam sua parte para combater o Zika vírus acabando com a água estagnada, não importa se pouca", disse o governador da Flórida, Rick Scott, em uma coletiva de imprensa, também alertando as pessoas para ficarem de olho em linhas de transmissão caídas e evitarem dirigir em poças de água estagnada.

Surgiram 47 casos de Zika em pessoas que se suspeita terem contraído o vírus de mosquitos locais, de acordo com o Departamento de Saúde da Flórida. Acredita-se que a transmissão ativa só está ocorrendo em duas áreas pequenas nos arredores de Miami.

(Reportagem adicional de Zachary Fagenson em Hudson Beach, Flórida, Brendan O'Brien em Milwaukee, Laila Kearney em Nova York e Jon Herskovitz em Austin)

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