Obama cancela reunião com presidente filipino após ser insultado

(Este texto contém linguagem forte nos parágrafos 2, 8 e 9)

Por Roberta Rampton

VIENTIANE (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou o que seria seu primeiro encontro com o presidente filipino, Rodrigo Duterte, depois de Duterte descrever Obama em termos vulgares, disse um porta-voz da Casa Branca nesta terça-feira.

Duterte, um dirigente populista conhecido por comentários pitorescos e uma campanha contra drogas ilegais em que milhares de pessoas morreram, descreveu Obama como um "filho da puta" a repórteres nesta segunda-feira, um dia antes do encontro previsto em Laos, onde os líderes do sul da Ásia estão reunidos para cúpulas anuais.

Obama ficou sabendo do insulto ao deixar a cúpula do G20 em Hangzhou, na China. Em entrevista coletiva, ele disse que havia dito a seus assessores para falar com autoridades filipinas "para saber se isso é, de fato, um momento em que podemos ter conversas produtivas, construtivas", deixando pouca dúvida sobre se a reunião prosseguiria como planejado.

"Eu sempre quero ter certeza de que, se estou tendo uma reunião, que ela seja realmente produtiva", disse Obama a jornalistas.

Ao invés do encontro, Obama pretende se reunir na terça-feira com o presidente sul-coreano, Park Geun-hye, disse Ned Price, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca - uma reunião em que deve ter na agenda uma resposta aos mais recentes testes de mísseis da Coreia do Norte.

A Casa Branca disse que Obama não tinha planos de esconder suas preocupações sobre abusos de direitos humanos nas Filipinas, sua aliada em um tratado, no encontro com Duterte.

Duterte, que assumiu a Presidência em maio, afirmou que seria "grosseiro" se Obama levantasse a questão dos direitos humanos e que a menção o levaria a insultar Obama, usando uma frase filipina para "filho da puta".

Não é a primeira vez que Duterte insulta um líder mundial. Ele chamou o papa Francisco de "filho de uma prostituta", em maio, e o embaixador norte-americano Philip Goldberg de um "gay filho de uma prostituta".

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765)) REUTERS TR RBS

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