Vice de Hillary e Trump debatem sobre quem é melhor para lidar com a Rússia

Por Steve Holland e Amanda Becker

VIRGINIA BEACH/WASHINGTON (Reuters) - O candidato democrata a vice-presidente, Tim Kaine, e Donald Trump trocaram farpas nesta terça-feira sobre a Rússia, com Kaine acusando o candidato republicano de encorajar espionagem, e Trump dizendo que o presidente russo, Vladimir Putin, ri de Hillary Clinton, a candidata democrata.

Kaine atacou Trump durante um discurso sobre segurança nacional na Carolina do Norte, criticando os seus acordos comerciais com a Rússia, os laços de alguns dos seus assessores de campanha com o país, e a sugestão feita por Trump de que ele esperava que hackers russos pudessem encontrar os e-mails desaparecidos da época em que Hillary foi secretária de Estado.

“Ele encorajou abertamente a Rússia a hackear os seus adversários políticos e a cometer espionagem contra o seu próprio país”, declarou Kaine.

No seu primeiro discurso importante sobre políticas de governo desde que foi escolhido como companheiro de chapa de Hillary, ele fazia uma comparação entre como Trump iria abordar as relações entre os Estados Unidos e a Rússia e o histórico de Hillary como chefe do Departamento de Estado de 2009 a 2013, durante o primeiro mandato de Barack Obama como presidente.

Como líder do Departamento de Estado, Hillary supervisionou “negociações duras” com a Rússia para reduzir os estoques nucleares e destruir as armas químicas sírias, enquanto ainda esteve “frente a frente” com Putin para proteger os EUA e os aliados da Otan, afirmou Kaine. “Trump parece apoiar os interesses russos em detrimento dos norte-americanos”, acrescentou.

O discurso de Kaine começou menos de uma hora depois de Trump concluir um compromisso de campanha na Virgínia, onde ele ridicularizou a ideia de que Hillary teria alguma influência sobre as ações de Putin.

“Putin olha para Hillary Clinton, e ele ri. Putin olha para Hillary Clinton, e ele sorri”, disse Trump.

O duelo de discursos ocorreu quando o foco da batalha pela Casa Branca muda para segurança nacional a praticamente dois meses das eleições de 8 de novembro, com tanto Hillary quanto Trump programados para participar de um fórum televisivo na quarta-feira comandado por um grupo de veteranos.

Trump, após o evento em Virgínia, se encontrou com as mulheres de militares que servem em instalações próximas. O tradicionalmente bombástico empresário ouviu com atenção enquanto as mulheres, algumas das quais tinham bebês no colo, falavam das suas preocupações como a qualidade das escolas e a disponibilidade de empregos.

“Nós podemos cuidar de muitas dessas coisas”, afirmou Trump para elas.

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