De olho no Ocidente, Belarus vota em eleição mais livre

Por Andrei Makhovsky

MINSK (Reuters) - Parlamentares fieis ao presidente bielo-russo Alexander Lukashenko parecem prontos para manter o poder nas eleições deste domingo, mas o alívio às restrições para candidatos da oposição pode ajudar a ex-nação soviética a melhorar seus laços com o Ocidente.

A oposição, que não tem sido representada nos 110 assentos do Parlamento desde 1996, não deve ganhar assentos, mas em uma concessão aos pedidos do Ocidente por maior transparência, seus candidatos foram capazes de se registrar com maior facilidade.

Monitores externos também terão acesso à contagem de votos.

"Fizemos tudo para que não haja reclamações do lado ocidental. Acomodamos seus pedidos", disse Lukashenko a jornalistas após votar em Minsk.

Um bufê que incluía um leitão recheado e um bolo com o formato de Belarus foram colocados no local de votação. Oferecer um bufê é uma tradição bielo-russa para encorajar os cidadãos a votarem.

As relações entre Minsk e o Ocidente têm melhorado desde que Belarus, afetada pela crise, teve eleições presidenciais pacíficas em outubro passado.

A liberação de prisioneiros políticos e o papel de Lukashenko nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia também aliviaram as críticas internacionais ao líder veterano, que já foi classificado pelos Estados Unidos como o último ditador da Europa.

A União Europeia encerrou cinco anos de sanções contra Belarus em fevereiro, enquanto os Estados Unidos relaxaram algumas de suas restrições a Minsk e disseram que as autoridades responsáveis pelas eleições de domingo vão contribuir para uma nova revisão das sanções.

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