Comboios de ajuda para Síria aguardam na fronteira turca em meio a desacordos entre lados

Por Osman Orsal e John Davison

CILVEGOZU, Turquia/BEIRUTE (Reuters) - Dois comboios de ajuda para a cidade síria de Aleppo estavam presos nesta quarta-feira na fronteira com a Turquia, à medida que desacordos entre os lados e temores com segurança atrasaram entregas no terceiro dia de um cessar-fogo.

Os comboios, cada um com cerca de 20 caminhões que levam em maior parte comida, entraram na terça-feira na Síria pela cidade fronteiriça turca de Cilvegozu, a cerca de 40 quilômetros de Aleppo, mas não conseguiram avançar muito além da alfândega turca.

O atraso indica sinais de dificuldades no cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos e Rússia na sexta-feira, e pelo qual Washington espera retomar conversas de paz para terminar a guerra civil multilateral síria.

O conflito envolveu potências regionais e globais, gerou uma crise de refugiados no Oriente Médio e Europa e ajudou a recuperar um movimento militante jihadista internacional, inspirando uma série de ataques ao redor do mundo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de meio milhão de pessoas estão vivendo sob cerco na Síria, onde o conflito de cinco anos já matou centenas de milhares e deslocou mais de 11 milhões de pessoas.

Nesta quarta-feira, Moscou e Washington elogiaram o acordo, com o Kremlin dizendo ter aumentado esperanças para uma solução pacífica para a crise. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, argumentou que o acordo é uma "última chance" de manter a Síria unida.

No entanto, um importante político da oposição síria, George Sabra, disse que muitas violações, que marcaram tréguas passadas, diminuíram a confiança na trégua atual e que ainda é cedo para falar sobre novas conversas de paz, que foram abandonadas em abril.

Falando à Reuters, ele lamentou a falta de mecanismos para garantir o cessar-fogo e acusou o governo e seus aliados de cometerem pequenas violações "para impedir os outros objetivos da trégua, como a entrega de ajuda necessária para áreas sitiadas".

Militares sírios acusam rebeldes de diversas violações desde que o cessar-fogo foi iniciado, na segunda-feira.

A primeira meta da comunidade internacional é levar ajuda a Aleppo, local dos confrontos mais intensos nos meses recentes e dividido em setores mantidos pelo governo e insurgentes.

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