Hillary volta à campanha em visita à Carolina do Norte; Trump sobe nas pesquisas

Por Amanda Becker

GREENSBORO, EUA (Reuters) - Hillary Clinton voltou a sua campanha nesta quinta-feira depois de tirar três dias de descanso por causa de uma pneumonia, e a candidata democrata a presidente se deparou com uma situação política mais desafiadora, com o rival republicano, Donald Trump, subindo nas pesquisas de opinião.

Assessores de Hillary afirmaram que sempre esperaram que a corrida para as eleições de 8 de novembro fosse disputada. No entanto, um conjunto de novas pesquisas deixou claro que Trump havia contido a queda do verão (inverno no Hemisfério Sul) depois de tomar medidas para apresentar uma performance menos improvisada, mais lapidada, na campanha.

Hillary, de 68 anos, apareceu em boa saúde numa visita ao setor de imprensa do seu avião de campanha quando voava para Greensboro, na Carolina do Norte, para um comício onde ela buscou direcionar o foco da campanha para as dificuldades da classe trabalhadora.

"Estou bem", garantiu Hillary. "Eu quero que vocês pensem comigo por um minuto sobre como eu certamente me sinto com sorte quando eu estou indisposta e posso tirar uns dias de folga”, declarou ela. “Milhões de norte-americanos não podem.”

No domingo, Hillary quase caiu numa cerimônia que lembrava os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York.

A sua doença coincidiu com a ascensão de Trump, que tem empatado ou registrado uma ligeira vantagem nas pesquisas nacionais. Pesquisas nos Estados mais disputados, onde a eleição será provavelmente decidida, mostraram Trump agora liderando em Iowa, Ohio, Flórida e Nevada, e empatado na Carolina do Norte.

John Podesta, líder da campanha de Hillary, afirmou que a candidata e os seus assessores esperavam uma disputa apertada.

"Sempre esperamos que a corrida se tornasse disputada. Nós sentimos ainda que estamos numa posição forte com vantagem organizacional na Flórida e Ohio”, disse Podesta a jornalistas na quinta-feira. “Não é à toa que eles chamam esses Estados de os mais disputados.”

Num discurso no Clube Econômico de Nova York, Trump seguiu o roteiro, evitando o seus improvises típicos que têm produzido várias polêmicas.

Trump defendeu um pacote de cortes de impostos que, segundo ele, ajudaria a fortalecer a economia para um crescimento anual de 3,5 por cento.

O empresário de Nova York disse que o seu objetivo seria um crescimento de 4 por cento, uma meta originalmente defendida pelo seu rival nas primárias republicanas Jeb Bush. Trump afirmou que o crescimento criaria 25 milhões de novos empregos.

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