Trump quer meta de crescimento anual de 4% e promete 25 milhões de empregos

Por Emily Stephenson

NOVA YORK (Reuters) - O candidato presidencial republicano Donald Trump pediu nesta quinta-feira uma meta de crescimento anual de 4 por cento para os Estados Unidos, dizendo que seus planos de cortar impostos, eliminar regulações e reformular a política comercial do país irão criar 25 milhões de empregos novos ao longo de uma década.

Trimp disse em um discurso no Clube Econômico de Nova York, um grupo empresarial, que sua equipe econômica projeta que seus planos permitirão que a economia cresça a uma taxa de 3,5 por cento.

"Tudo que está quebrado hoje pode ser consertado, e todo fracasso pode ser transformado em um grande sucesso", disse Trump, que irá enfrentar a democrata Hillary Clinton na eleição de 8 de novembro.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a um ritmo anual de 1,1 por cento no segundo trimestre, disse o Departamento de Comércio no mês passado. A economia vem tendo dificuldade para retomar o ímpeto, já que a produção começou a desacelerar nos últimos seis meses de 2015.

Também nesta quinta-feira, Trump afirmou que seu plano inclui um corte de impostos de 4,4 trilhões de dólares, mas disse que na verdade isso irá reduzir menos as receitas do governo devido a um método de "pontuação dinâmica" que supõe que impostos menores estimulem o crescimento. Os republicanos, incluindo o magnata, favorecem esse modelo, mas críticos dizem que ele esconde o custo das reduções de imposto.

    Trump disse que sua equipe acredita que suas políticas comerciais, energéticas e regulatórias e um novo plano para reduzir gastos não relacionados à defesa em 1 por cento a cada ano evitarão que seu projeto aumente os déficits do governo norte-americano. Ele disse que o plano não irá afetar programas como o Seguro Social e o Medicare.

    Outros grupos vêm prevendo mais efeitos adversos das políticas do empresário. No início desta semana, a empresa global de pesquisa econômica Oxford Economics projetou que a economia dos EUA pode ficar um trilhão de dólares menor do que o previsto em 2021 se Trump se tornar presidente. 

(Por Emily Stephenson em Nova York, reportagem adicional de Steve Holland e Alana Wise em Washington) 

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