Bovespa recua 1,43% com exterior desfavorável e acumula 2ª semana de queda

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice no vermelho nesta sexta-feira, pressionada pelo quadro negativo no mercado internacional, com ações de bancos e da Petrobras entre as maiores pressões de baixa na sessão.

O Ibovespa caiu 1,43 por cento, a 57.079 pontos. O volume financeiro somou 7,47 bilhões de reais.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou 1,59 por cento na semana, a segunda seguida de perdas, e acumula no mês recuo de 1,4 por cento. No ano, o Ibovespa tem alta acumulada de 31,7 por cento.

Em Wall Street, o S&P caiu 0,38 por cento, pressionado pela queda de papéis do setor financeiro e ações de energia, conforme a valorização global do dólar enfraqueceu os preços do petróleo.

A mercado manteve certa cautela, com dúvidas ainda presentes sobre os próximos passos de bancos centrais no exterior, com destaque para o Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, que se reúne na próxima semana.

"O mercado está extremamente arisco e volátil", afirmou o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, citando que recentes dados e discursos de membros do Fed com sinais divergentes têm alimentando o ambiente de incertezas.

Nesta sessão, repercutiu a inflação ao consumidor nos EUA em agosto acima das expectativas em agosto, que pende para o lado de apostas de alta mais cedo nos EUA, embora o mercado ainda precifique chance baixa de o Fed subir os juros este mês.

Plácido disse não acreditar em uma elevação dos juros na próxima semana, mas destacou a relevância do comunicado que acompanhará a decisão na quarta-feira, em razão de potenciais mensagens que o Fed possa querer passar.

A decisão do Fed virá acompanhada, além do comunicado, de projeções econômicas e seguida por coletiva à imprensa da chair Janet Yellen.

As operações na bolsa brasileira ainda foram influenciadas pelo rebalanceamento do índice FTSE All World, que entra em vigor no fechamento desta sexta-feira. Mais detalhes, clique aqui: http://bit.ly/2cBS9ox .

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caiu 2,59 por cento e PETROBRAS ON cedeu 2,55 por cento, acompanhando o recuo dos preços do petróleo. O mercado também aguarda o plano estratégico da companhia para os próximos cinco anos, previsto para ser divulgado na semana que vem.

- ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com queda 2,26 por cento e BRADESCO PN caiu 1,82 por cento, acompanhando o viés mais negativo para o setor financeiro também em Wall Street, diante da possibilidade de uma multa de 14 bilhões de dólares ao Deutsche Bank.

- VALE PNA perdeu 1,41 por cento e VALE ON recuou 1,38 por cento, em sessão negativa para o setores de mineração e siderúrgico, dado o ambiente de cautela no exterior. GERDAU fechou em baixa de 3,67 por cento, no pior desempenho do índice.

- NATURA cedeu 3,07 por cento, com boa parte das ações de consumo na ponta negativa do Ibovespa. A exceção ficou com RAIA DROGASIL, que subiu 0,94 por cento.

- EMBRAER perdeu 2,47 por cento, em meio à fraqueza do dólar ante o real. A fabricante de aviões informou que decidiu antecipar férias coletivas para alguns setores da companhia no Brasil a partir de outubro em medida para ajustar sua produção à desaceleração da demanda.

- GOL, que não está no Ibovespa, caiu 6,94 por cento, após o governo alterar a lista de paraísos fiscais, incluindo países como Irlanda e Áustria, o que pode elevar o custo de companhias que atuam nesses mercados.

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