Venezuela assume presidência do Movimento de Não-Alinhados ante poucos chefes de Estado

ILHA MARGARITA, Venezuela (Reuters) - A Venezuela assumiu neste sábado a presidência do Movimento dos Países Não-Alinhados em um reunião de cúpula na ilha Margarita, da qual participaram poucos chefes de Estado, justamente quando a nação caribenha busca apoio em meio a uma crise econômica e política.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tinha apostado que a 17ª reunião de cúpula na ilha caribenha seria um êxito a "ser lembrada por séculos". Mas apesar de terem sido convidados os 122 países do bloco, a participação murchou em relação às reuniões anteriores, incluindo a cúpula no Irã, em 2012, que teve a participação de cerca de 35 chefes de Estado.

Apesar do governo ter dito que participaram da reunião 137 delegados de países, organizações e observadores, não deu o número de presidentes participantes.

Os líderes do Zimbábue, Robert Mugabe, do Irã, Hassan Rohani, e da Palestina, Mahmoud Abbas, bem como dos aliados regionais Cuba, Equador e Bolívia estão entre os poucos chefes de Estado que desembarcaram na ilha caribenha de Margarita.

A Venezuela recebeu das mãos de Rohani a presidência pro tempore para os próximos três anos do grupo.

O velho movimento formado há meio século por nações que desejavam evitar se alinhar com os Estados Unidos ou a União Soviética tem diminuído em importância ao longo dos anos.

Mas parece que a participação de chefes de Estado na cúpula venezuelana é particularmente baixa, possivelmente na casa de um dígito.

A oposição da Venezuela, que tenta remover Maduro em um referendo revogatório, ressaltou a baixa participação como um sinal do isolamento do governo de Caracas.

"Milhões de dólares de dinheiro dos venezuelanos foram gastos com o ego do governo", disse o líder da oposição Henrique Capriles. "Muitos dos países não vieram para o show!"

Em uma ausência gritante, a Índia, que é cofundadora do grupo, não enviou o primeiro-ministro Narendra Modi, na segunda vez que um chefe de Estado do país asiático não participa em uma cúpula do grupo desde a sua fundação em 1961.

A Venezuela está passando por uma grande crise econômica que provocou o agravamento da escassez de alimentos e inflação de três dígitos.

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