Moscou diz que ataques ao exército sírio ameaçam plano de paz elaborado por EUA e Rússia

Por Dmitry Solovyov

MOSCOU (Reuters) - O governo russo ampliou a discussão com Washington neste domingo, dizendo que os ataques liderados pela coalisão liderada pelos norte-americanos ao exército sírio ameaçam a implementação de um plano de cessar-fogo elaborado por EUA e Rússia. 

O ministro da Defesa russo disse neste sábado que aviões dos Estados Unidos haviam matado mais de 60 soldados sírios em quatro ataques aéreos feitos por dois F-16 e dois A-10, vindos da direção do Iraque. 

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de monitoramento baseado na Inglaterra mas com contatos em toda a Síria, citou uma fonte militar no aeroporto Deir al-Zor dizendo que pelo menos 90 soldados sírios haviam sido mortos. 

O ministério russo de Relações Exteriores disse em um comunicado que a posição dos Estados Unidos no incidente era "desconstrutiva e inarticulada". 

"As ações de pilotos da coalisão - se elas, como esperamos, não foram tomadas por ordens de Washington - estão na fronteira entre negligência criminal e conivência com os terroristas do Estado Islâmico", disse o ministério. 

"Nós instamos fortemente Washington a exercer a necessária pressão aos grupos armados ilegais que patrocina para implementar o plano de cessar-fogo incondicionalmente. Se não, a implementação do pacote inteiro de acordos entre EUA e Rússia, estabelecidos em Genebra no dia 9 de setembro, pode ser prejudicada". 

A Rússia tem repetidamente pedido que os Estados Unidos pressione unidades moderadas de oposição na Síria a se separarem do Estado Islâmico e de outros "grupos terroristas". 

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