Mulher de George Clooney pede justiça em caso de escravas sexuais de comunidade yazidi

Por Lin Taylor

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Os militantes do Estado Islâmico que escravizaram, assassinaram e estupraram mulheres e crianças yazidi devem ser submetidos à justiça, custe o que custar, disse a advogada de direitos humanos internacionais Amal Clooney, mulher do ator George Clooney, nesta segunda-feira.

Amal, integrante do grupo de advogados Doughty Street Chambers em Londres, está determinada a processar o grupo radical no Tribunal Penal Internacional por seus crimes contra a comunidade yazidi.

Em junho ela anunciou que iria representar mulheres yazidi no Iraque que foram vítimas de escravidão sexual, estupro e genocídio nas mãos de combatentes do Estado Islâmico.

"É angustiante ouvir os testemunhos de meninas novas, de 11 e 12 anos de idade, que falam sobre o que aconteceu com elas. E ainda assim não temos conseguido fazer nada a respeito", disse ela em uma entrevista à rede de televisão norte-americana NBC nesta segunda-feira.

"Eles estão fazendo lavagem cerebral nas pessoas, e acho que uma das maneiras de agir contra isso é expor sua brutalidade e sua corrupção, e em parte você consegue fazer isso através de julgamentos".

Quando indagada se irá se dedicar ao caso "custe o que custar", Amal disse que sim, acrescentando que não tomou a decisão levianamente.

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