Hillary e Trump cortejam atenção de líderes mundiais em Nova York

Por James Oliphant

NOVA YORK (Reuters) - Agora que a segurança nacional voltou a ser um dos principais tópicos da campanha presidencial dos Estados Unidos devido às explosões de bombas em Nova York e Nova Jersey, Hillary Clinton e Donald Trump procuraram polir suas credenciais de política externa na segunda-feira se encontrando com líderes mundiais na Organização das Nações Unidas (ONU).

Para Hillary, a candidata democrata, foi um retorno ao papel que ela conhece bem por ter servido como secretária de Estado do presidente dos EUA, Barack Obama, durante quatro anos.

Trump, o candidato republicano, é um novato no palco global que tenta tomar pé da situação às pressas.

Em rápida sucessão, Hillary teve encontros breves com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

Trump também conversou com Sisi minutos depois de o líder egípcio falar com Hillary no mesmo hotel de Manhattan.

As reuniões ocorreram em um dia que começou com Hillary sugerindo que a retórica agressiva de Trump em relação aos muçulmanos ajuda os esforços de recrutamento do grupo militante Estado Islâmico. O magnata reagiu, argumentando que os EUA estão menos seguro em resultado das políticas de Obama e de Hillary.

As questões de segurança vieram à tona em cada uma das reuniões bilaterais de segunda-feira, que aconteceram enquanto os líderes globais se reuniam para a Assembleia-Geral da ONU. Hillary e Abe debateram os temores a respeito da Coreia do Norte e as disputas marítimas envolvendo a China.

A ex-primeira-dama e Trump conversaram com Sisi a respeito de um trabalho mais próximo com o Egito no combate à ameaça do Estado Islâmico.

A campanha de Trump emitiu um comunicado dizendo que o bilionário "enfatizou como o Egito e os EUA compartilham um inimigo em comum e a importância de trabalharem juntos na derrota do terrorismo islâmico radical".

Com Hillary, Sisi também discutiu seu objetivo de levar seu país a "uma nova sociedade civil, um novo país moderno que preserva o Estado de direito e respeita os direitos humanos e as liberdades".

(Reportagem adicional de Yara Bayoumy e Emily Flitter)

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