Índia mata oito pessoas na disputada Caxemira, dizem autoridades indianas

SRINAGAR (Reuters) - A Índia matou nesta terça-feira oito pessoas que tentavam entrar escondidas através da disputada região de fronteira com o Paquistão na Caxemira, disseram autoridades militares indianas, dois dias após um ataque mortal contra uma base do Exército da Índia na região que o governo de Nova Délhi diz ter sido ordenado pelo país vizinho.

Tropas indianas abriram fogo contra um grupo de ao menos oito intrusos e conseguiram recuperar os corpos, disse um oficial militar indiano à Reuters. A suposta invasão ocorreu perto da cidade de Uri, local do ataque de domingo à base militar.

O porta-voz do Exército Manish Kumar disse que alguns invasores foram mortos, mas não pôde confirmar quantos.

Em Muzaffarabad, na Caxemira controlada pelo Paquistão, um coronel paquistanês disse que não houve tiros ao longo da Linha de Controle, a fronteira de facto onde milhares de soldados indianos e paquistaneses ficam frente a frente.

Ambos os lados estão em alerta elevado e fortaleceram suas posições, acrescentou.

A Índia acusa o Paquistão de ter envolvimento no ataque de domingo contra o quartel em Uri, que deixou 18 soldados indianos mortos. O ataque foi um dos mais violentos na região do Himalaia, que é dividida desde 1947 e que está no centro das disputas entre os dois vizinhos que possuem armas nucleares.

O Paquistão nega qualquer envolvimento.

(Reportagem de Fayaz Bukhari, em Srinagar; Mehreen Zahra-Malik, em Islamabad; e Arqam Naqash, in Muzaffarabad)

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