Suspeito de explosão em Nova York pode ter primeira audiência em hospital

Por Laila Kearney e David Ingram

NOVA YORK (Reuters) - O advogado do cidadão norte-americano nascido no Afeganistão que foi acusado de explosões em Nova York e Nova Jersey no final de semana pediu a um juiz federal que marque sua primeira aparição diante do tribunal para esta quarta-feira, possivelmente em sua cama de hospital.

Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, foi preso na segunda-feira depois de trocar tiros com a polícia em Linden, Nova Jersey. Atualmente ele recebe tratamento para seus ferimentos em um hospital de Newark, também em Nova Jersey, onde pode ser acusado formalmente se não puder se dirigir à Corte Distrital de Manhattan, disse seu advogado.

"Ele foi detido e interrogado por agentes federais desde que foi preso", informou David Patton, chefe da defensoria pública federal da cidade de Nova York, em documentos registrados no tribunal. "A Sexta Emenda (da Constituição dos Estados Unidos) exige que ele tenha acesso a aconselhamento a respeito das acusações federais, e que seja apresentado sem demora", disse.

Patton também pediu para se encontrar com Rahami nesta quarta-feira. A polícia também disse que ainda não conseguiu interrogar o suspeito.        

Promotores federais afirmaram que Rahami feriu 31 pessoas no movimentado bairro nova-iorquino de Chelsea com uma bomba caseira que detonou na noite de sábado, um caso que as autoridades de aplicação da lei agora veem como um ato de terrorismo.

Rahami ainda está sendo acusado de plantar bombas que explodiram em Seaside Park, Nova Jersey, e em sua cidade-natal de Elizabeth, no mesmo Estado, mas que não deixaram feridos. Ele enfrenta acusações de promotores federais nos dois Estados.

"Inshallah (se Deus quiser), o som das bombas será ouvido nas ruas", escreveu Rahami em um diário que levava quando foi preso, de acordo com os promotores. "Tiros contra sua polícia. Morte à sua opressão."

Os promotores federais retrataram Rahami, que foi para os EUA com 7 anos de idade e se naturalizou, como alguém que adotou visões de militantes islâmicos, que implorava pelo martírio e que expressava revolta com o "massacre" norte-americano de combatentes muçulmanos no Afeganistão, no Iraque, na Síria e na Palestina.

Em outras partes de seu diário, Rahami louva o "irmão" Osama bin Laden, líder da Al Qaeda morto em uma operação dos EUA no Paquistão em 2011; Anwar al-Awlaki, clérigo muçulmano nascido nos EUA e destacado propagandista da Al Qaeda morto por um ataque de drone (aeronave não-tripulada) dos EUA no Iêmen em 2011, e Nidal Hasan, psiquiatra do Exército norte-americano que matou 13 pessoas a tiros e feriu 32 em Fort Hood, no Texas, em 2009.

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