Em visita a mesquita, Papa pede fim da violência em nome de Deus

BAKU (Reuters) - O papa Francisco visitou neste domingo uma mesquita no Azerbaidjão, país de esmagadora maioria muçulmana, e disse a líderes de várias religiões que Deus nunca deveria ser usado para justificar o fundamentalismo.

"Neste lugar altamente simbólico, uma súplica sincera se eleva novamente: sem mais violência em nome de Deus! Que seu nome sagrado possa ser adorado, não profanado ou negociado como uma commodity através do ódio e da oposição humana", ele disse.

"Deus não pode ser usado para interesses pessoais e fins egoístas; ele não pode ser usado para justificar qualquer forma de fundamentalismo, imperialismo ou colonialismo", disse o papa para muçulmanos, católicos, judeus e membros de outras religiões na mesquita, que tem o nome do falecido presidente do Azerbaidjão, Heydar Aliyev.

A nação, que tem 9 milhões de habitantes e é rica em petróleo e gás, faz fronteira com Rússia, Turquia e Irã. São apenas cerca de 700 católicos em todo o país, muitos deles estrangeiros, incluindo funcionários de embaixadas e empregados domésticos. Alguns também trabalham na indústria petrolífera.

Antes da visita à mesquita, em sua primeira parada após chegar ao Azerbaidjão neste domingo, o papa foi a uma igreja moderna, onde fez uma homilia para a minúscula comunidade católica do país.

"Vocês são um pequeno rebanho que é muito precioso aos olhos de Deus", disse ele na igreja, que foi aberta em 2007 e construída no lugar de uma outra que foi demolida sob comando soviético em 1931.

O papa Francisco, que chegou a Baku depois de passar pela Geórgia, voltará a Roma na noite deste domingo.

(Por Philip Pullella e Nailia Bagirova)

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