Morte de jovem negro pela polícia em Los Angeles gera protestos

(Reuters) - A morte a tiros de um jovem negro de 18 anos pela polícia em Los Angeles está sob investigação, afirmou neste domingo a corporação, um dia depois do uso mortal de força levar ao surgimento de protestos no local da ocorrência.

Carnell Snell Jr. foi morto na mais recente ocorrência envolvendo policiais, alimentando as preocupações sobre preconceito racial na polícia dos Estados Unidos. Sua identidade foi confirmada neste domingo pelo escritório do instituto médico legal de Los Angeles.

O tiroteio ocorreu no sábado à tarde, após a suspeita de que o veículo ocupado por Snell havia sido roubado, informou a polícia em uma coletiva de imprensa.

O motorista não obedeceu a pedidos para parar, o que culminou em uma perseguição, informou o Departamento de Polícia de Los Angeles em comunicado.

Durante a perseguição, um passageiro do sexo masculino saiu do carro e fugiu a pé, segundo a polícia, que o seguiu até uma residência, onde ele foi morto a tiros.

Nenhum policial ficou ferido. De acordo com a polícia, uma arma, cujo dono é desconhecido, foi encontrada no local.

Citando relatos de testemunhas, uma reportagem da TV KTLA disse que Snell corria com as mãos para o alto ao ser baleado.

No final do dia, dezenas de pessoas se reuniram em uma manifestação contra a polícia, relatou o Los Angeles Times.

Manifestantes também se reuniram em frente à casa do prefeito de Los Angeles e atiraram ovos contra a residência, informaram jornalistas nas redes sociais.

Por telefone, neste domingo, um porta-voz da polícia de Los Angeles se recusou a fornecer mais detalhes sobre o tiroteio.

(Reportagem de Letitia Stein, em Tampa, Flórida)

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