Cresce ameaça do furação Matthew ao Haiti; 2 mil pessoas recusam abrigo

Por Makini Brice e Joseph Guyler Delva

LES CAYES/PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O furação Matthew chegou mais perto do Haiti nesta segunda-feira, levando ventos de 215 quilômetros por hora e chuvas torrenciais que podem causar estragos na nação caribenha, embora cerca de duas mil pessoas de uma cidade litorânea tenham se recusado a se retirar.

O centro do Matthew deve se aproximar do sudoeste do Haiti e da Jamaica na noite desta segunda-feira, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Arrastando-se a sete quilômetros por hora rumo à região haitiana de Les Cayes, à Jamaica e a Cuba, a tempestade pode ser igualmente lenta para partir, dando mais tempo para seus ventos e chuvas provocarem danos.

"Estamos preocupados com o ritmo lento do furação Matthew, que irá expor o Haiti a muito mais chuva, e o país é particularmente vulnerável a inundações", disse Ronald Semelfort, diretor do centro nacional de meteorologia do Haiti.

A tempestade chega em um momento ruim para o país mais pobre das Américas, que deve realizar uma eleição longamente adiada no próximo domingo.

Uma combinação de governo fraco e condições de vida precárias torna a nação especialmente suscetível a desastres naturais --mais de 200 mil pessoas morreram quando um terremoto de magnitude 7 ocorreu em 2010.

"Mesmo em tempos normais, quando temos chuvas temos inundações que às vezes matam pessoas", disse Semelfort, comparando o Matthew ao furacão Flora de 1963, que devastou vilarejos inteiros e matou milhares de haitianos.

Também na Jamaica as autoridades correm para proteger os vulneráveis. Moradores cobriram as janelas de tábuas e lotaram os supermercados para estocar comida, água, luzes de emergência e cerveja.        

Em Cuba, que o Matthew deve alcançar na terça-feira, as operações de retirada estão bem encaminhadas. Há pessoas que estão levando seus pertences para casas de vizinhos ou seguindo para abrigos voluntariamente. Algumas até descobriram cavernas nas encostas de colinas que dizem ser os lugares mais seguros para esperar a passagem de tempestades.

(Reportagem adicional de Sarah Marsh e Gabriel Stargardter)

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