Trump não quer mais banimento total de muçulmanos nos EUA, diz vice de chapa

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Donald Trump voltou atrás na ideia de impedir totalmente o ingresso de muçulmanos nos Estados Unidos, disse seu vice na chapa presidencial republicana, Mike Pence, nesta quinta-feira, assinalando uma mudança em uma das propostas mais provocadoras do candidato.

O clamor feito por Trump em dezembro por uma "interdição total e completa à entrada de muçulmanos nos Estados Unidos" veio na sequência de um massacre de inspiração islâmica em San Bernardino, na Califórnia, cometido por um homem e sua esposa.

    Críticos classificaram a proibição sugerida de discriminatória e provavelmente uma violação da liberdade de religião garantida pela Constituição dos EUA, e os democratas usaram a proposta para declarar que Trump é intolerante.

Nos últimos meses, o magnata disse que suspenderia a imigração de países onde militantes islâmicos são ativos, mas deixou vago se isso significaria um abrandamento ou uma ampliação de sua posição inicial.

Em uma rodada de entrevistas na televisão, Pence disse que, se for eleito no dia 8 de novembro, Trump suspenderá a imigração de "países que têm sido comprometidos pelo terrorismo".

Indagado se isso equivaleria a uma proibição aos muçulmanos, Pence afirmou no programa "Morning Joe", da rede MSNBC: "É claro que não".

No programa "New Day", da CNN, Pence foi perguntado por que não está se opondo a isso agora, já que era contra a proibição antes de se tornar o vice de chapa de Trump.

"Bem, porque não é a posição de Donald Trump agora", respondeu.

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