Petrobras

Plano da Petrobras para parcerias em refino sai até o fim do ano, diz fonte

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O plano da Petrobras sobre parcerias no setor de refino deve ser concluído até o fim do ano, e a previsão é que a empresa possa ter diferentes parceiros para viabilizar investimentos necessários para concluir o parque de processamento de petróleo da estatal e também para refinarias já existentes, afirmou uma fonte da empresa.

A ideia das parcerias foi divulgada pela cúpula da empresa no lançamento do programa de negócios 2017-2021, que prevê também desinvestimentos de 34,6 bilhões de dólares entre 2015 e 2018. Mas não havia um prazo para a conclusão de um plano para o refino.

O escopo inicial desse projeto na área de refino prevê que as parcerias poderão incluir as refinarias já existentes, valer para a expansão do parque e também para a finalização de projetos como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujas obras foram virtualmente paralisadas pelo impacto do escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

O estudo prevê ainda abrir essa possibilidade de parcerias com mais de uma empresa nacional e ou investidores estratégicos, permitindo ainda que refinarias tenham sócios distintos.

"O Comperj é o ativo mais difícil e não é fácil de viabilizar. No pacote de parcerias em refino, o Comperj vai estar contemplado", disse a fonte.

"O pacote vai valer para algumas refinarias, não obrigatoriamente todas. O projeto vai estar na rua até dezembro e a ideia é abrir para parcerias e sócios nas refinarias. Serão parcerias com mais de uma empresa", acrescentou.

Na apresentação do plano de investimentos, os executivos da Petrobras revelaram que gostariam de replicar na área de refino parcerias bem sucedidas que a petroleira tem com empresas na área de exploração e produção de petróleo.

PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

A Petrobras tem monitorado semanalmente as cotações do petróleo e derivados no mercado mundial para nortear sua política de preços internos, mas não há perspectiva de alteração nos preços domésticos no curto prazo, afirmou a fonte nesta sexta-feira.

Isso já considerando a recente forte alta do barril nos últimos dias e a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, que normalmente sustenta as cotações no exterior.

"O petróleo está subindo e operando perto de 52 dólares por barril. Não dá para falar em redução (de preço) agora", disse a fonte, refutando especulações de que, pelo fato de estar vendendo derivados com prêmio ante o mercado internacional, poderia haver espaço para reduzir as cotações dos combustíveis.

Nesta semana, a Petrobras vendeu o diesel com um prêmio de cerca de 24 por cento ante o mercado internacional, e a gasolina com um ganho de quase 16 por cento, segundo cálculo da Tendências Consultoria.

"Ainda tem um prêmio no preço, mas é justo pelo que aconteceu no passado", disse, referindo-se a perdas bilionárias que a estatal sofreu há alguns anos, quando não repassava cotações mais altas do petróleo para os combustíveis, por orientação do governo, para evitar alta inflacionária.

A venda com prêmio de combustíveis abre espaço para que outros importadores ganhem participação de mercado da Petrobras, mas a fonte vê isso como algo momentâneo.

"Com o petróleo mais alto, pode ser que essa importação de terceiros caia...", disse.

Segundo a fonte, houve uma "pequena" perda de participação da empresa com a importação de derivados, mas a Petrobras vem compensando isso com "uma logística mais eficiente e na rentabilidade da operação".

Na avaliação da Tendências, o ganho com a venda de combustíveis com prêmio mais do que compensa a perda de participação de mercado.

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