Governo busca equidade em reforma da Previdência e Temer quer evitar privilégios, diz porta-voz

BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer quer uma reforma da Previdência que trate todos com "equidade e justiça" e que evite que determinados setores tenham privilégios, disse nesta terça-feira o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola.

Mais cedo, em entrevista à rádio CBN, Temer afirmou que o governo não irá mais diferenciar a Previdência dos trabalhadores do setor público e do setor privado.

"Nós vamos fazer uma coisa equânime, quer dizer, para atingir todos os setores. Não vamos diferenciar mais os setores. Por exemplo, posso antecipar a você, não haverá uma distinção entre a Previdência geral dos trabalhadores, e a Previdência pública dos trabalhadores do serviço público. Nós temos que igualar isso, e este é um ponto que já está definido", disse Temer.

A última reforma feita na Previdência já colocou, para os servidores concursados a partir de 2013, o mesmo teto dos trabalhadores gerais e criou fundos previdenciários para complementação.

Nesta reforma, o governo estudava uma fórmula para verificar se compensa incluir os demais servidores nesse teto, já que muitos contribuíram por décadas pelo salário bruto para ter direito à aposentadoria integral e teriam de ter alguma compensação. As alterações não estão totalmente definidas ainda.

Na entrevista, Temer foi questionado se a aposentadoria dos políticos, que hoje segue um regime semelhante aos dos servidores, mas permite a parlamentares se aposentar proporcionalmente com apenas 8 anos de mandato, seria alterada. Temer afirmou que isso ainda não havia ainda sido discutido, ao mesmo tempo que afirmou estar sendo "esboçada", voltando a dizer que será feita "uma coisa equânime".

Na sua primeira declaração à imprensa em que respondeu a questões enviadas previamente e debatidas com o presidente, Parola também disse que Temer não comentará a retirada da pauta de votações da Câmara do projeto que muda as regras para regularização de recursos não declarados no exterior e que o presidente discutirá a reforma da Previdência com empregadores e trabalhadores após retornar de uma viagem à Ásia, no fim de outubro.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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