José Bové, político e ativista antiglobalização, tem permissão para ficar no Canadá

OTTAWA (Reuters) - José Bové, integrante do Parlamento Europeu e ativista antiglobalização, vai ter permissão para ficar no Canadá depois de antes haver recebido instruções para deixar o país, segundo organizadores de um evento no qual ele estava programado para falar.

O Council of Canadians (Conselho de Canadenses, em tradução livre), uma organização social sem fins lucrativos, afirmou nesta quarta-feira que uma decisão de expulsar Bové do Canadá havia sido revertida.

Ralph Goodale, ministro de Segurança Pública, afirmou pelo Twitter que “um desfecho apropriado havia sido alcançado” no caso, embora tenha dito que normas relacionadas à privacidade impediam comentários públicos sobre temas de admissibilidade.

O Council of Canadians disse que Bové havia sido retido na alfândega por várias horas na terça-feira, levando-o a perder uma planejada aparição no fórum público que o grupo havia organizado em Montreal sobre o acordo econômico e comercial entre o Canadá e a União Europeia.

Bové declarou no fim da terça-feira pelo Twitter que ele havia sido barrado no aeroporto de Montreal por três horas e culpou à sua oposição ao acordo.

Em entrevista à imprensa canadense, Bové disse que ele teve permissão para ir ao seu hotel, mas que o seu passaporte foi apreendido. Disseram-lhe que ele teria que deixar o país na tarde de quarta.

Uma porta-voz do serviço de fronteiras canadense não quis comentar o caso.

(Reportagem de Leah Schnurr)

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