SunEdison quer mais tempo para iniciar obras de usinas solares no Brasil

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana SunEdison pediu a autoridades um prazo extra para iniciar as obras de duas usinas solares no Brasil que venderam antecipadamente a produção em um leilão realizado pelo governo em agosto do ano passado, segundo documento obtido pela Reuters.

O pleito da companhia, que em abril entrou com pedido de proteção judicial contra credores nos EUA em meio a dificuldades financeiras, soma-se a pedidos de outras empresas por um prazo extra para a implementação dos projetos, devido à escassez de equipamentos produzidos no país.[nL1N19N1R3 ]

No caso dos empreendimentos que venderam energia no leilão de 2015, a SunEdison pediu prazo adicional de três meses para iniciar a construção.

A companhia norte-americana também integra um grupo de empresas que pediu mais dois anos para a implementação de usinas que venceram uma licitação anterior, de 2014 --essa solicitação ainda está em negociação entre as companhias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia.

Agora, a SunEdison quer postergar etapas do cronograma de mais duas usinas na Bahia, mas diz que pretende manter a data de conclusão dos projetos para julho de 2017. As plantas somam cerca de 60 megawatts em capacidade.

A companhia pretende iniciar as obras civis em janeiro de 2017 e montar os painéis fotovoltaicos em abril, ante um cronograma original que previa essas atividades em outubro deste ano e janeiro de 2017, respectivamente.

Em documento visto pela Reuters, a norte-americana alega que "atualmente não há oferta de módulos que atendam a regra de nacionalização do Banco Nacional e Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)".

Quando da realização dos leilões de energia solar em 2014 e 2015, o governo havia prometido financiamentos atrativos do BNDES aos empreendedores que utilizassem módulos solares fabricados no Brasil, com o objetivo de atrair fornecedores para o país.

Até o momento, no entanto, apenas a canadense Canadian Solar montou uma fábrica para produzir os equipamentos localmente.

A falta de fornecedores locais é, junto com a disparada do dólar, o motivo por trás dos pedidos dos investidores do leilão de 2014, que alegam que seus projetos ficaram financeiramente desequilibrados.

Segundo a SunEdison, a falta de definição sobre esses equipamentos "foi crucial para o atraso de dois itens determinantes para o cronograma de implementação do projeto" --o licenciamento ambiental e a licença para conexão à rede elétrica.

"Todos os trabalhos possíveis de serem realizados, que independem da definição dos equipamentos principais, estão em andamento", afirmou a companhia na carta, endereçada à Aneel.

Procurada, a SunEdison não comentou imediatamente.

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