Argentina exige que britânicos suspendam exercício militar nas Malvinas

Por Walter Bianchi

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina reclamou nesta sexta-feira dos exercícios militares que o Reino Unido está planejando neste mês nas disputadas Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.

A Argentina há décadas reivindica a soberania sobre as ilhas controladas pelos britânicos e chamadas por eles de Falklands, e a disputa levou a uma guerra curta em 1982. A grande maioria dos 3.000 moradores das ilhas diz querer que o local permaneça como território britânico. 

O Ministério do Exterior argentino afirmou em comunicado que havia enviado uma carta ao embaixador britânico exigindo que o país suspendesse os exercícios “ilegítimos”, programados para o período entre 19 e 28 de outubro e que incluem o lançamento de mísseis Rapier.

Uma porta-voz da embaixada britânica em Buenos Aires chamou a operação de um “exercício de rotina” que ocorre duas vezes por ano.

A Argentina registra a sua reclamação apenas um mês depois de os dois países terem acordado trabalhar juntos para remover medidas que restringem a ação das indústrias de óleo e gás, de pesca e marítima nas ilhas.

O presidente argentino, Mauricio Macri, tem buscado melhorar as relações desde que chegou ao poder em dezembro, após as tensões diplomáticas sob o governo da sua antecessora, Cristina Kirchner.

No entanto, numa gafe que constrangeu o governo no mês passado, Macri afirmou que ele e a primeira-ministra Theresa May haviam concordado, durante um breve encontro nas Nações Unidas, em discutir a reivindicação da soberania.

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