Rebeldes sírios de Aleppo carecem de armas, mas mantém confiança diante de cerco

BEIRUTE (Reuters) - Um comandante rebelde veterano disse nesta sexta-feira que as forças do governo da Síria jamais serão capazes de capturar o leste da cidade de Aleppo, dominado pela oposição, mais de três semanas depois do início de uma ofensiva feroz, mas uma fonte militar disse que a operação está correndo como planejado.

Os ataques aéreos da Rússia estão ajudando pouco as forças terrestres do governo na guerra urbana, disse o vice-comandante do grupo rebelde Fastaqim em Aleppo. Embora os bombardeios tenham arrasado a maior parte da cidade, pouparam frentes de batalha onde os lados estão lutando muito próximos um do outro, aparentemente pelo temor de atingirem o lado errado, afirmou ele.

Os rebeldes estavam bem preparados para o estado de sítio imposto durante o verão local, e os preparativos para um contra-ataque estão em curso, contou Melhem Akidi à Reuters.

"Militarmente não há perigo para a cidade de Aleppo", afirmou, acrescentando: "A coisa mais perigosa são os massacres diários do regime, que estão visando não só as pessoas, mas os fundamentos da vida em Aleppo".

Entretanto, a fonte militar síria e uma segunda fonte militar pró-governo no campo de batalha disseram que a campanha está em andamento, reiterando as negativas de que civis estão sendo alvejados.

"As conquistas até agora estão acontecendo de acordo com o plano, e estamos trabalhando de acordo com etapas graduais", afirmou a segunda fonte, que não é síria, mas é parte de uma aliança regional que luta em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

As avaliações, feitas na véspera de um encontro dos ministros das Relações Exteriores dos Estados Unidos e da Rússia na Suíça para tentar retomar os esforços fracassados para encontrar uma solução diplomática, indicam uma batalha prolongada por Aleppo.

A maior cidade da Síria antes da guerra está dividida entre áreas controladas pelo governo e pelos rebeldes há anos. O leste rebelado é o último grande bastião urbano dos insurgentes nacionalistas que combatem Assad, e recapturá-lo seria uma grande conquista estratégica.

O Exército sírio, auxiliado por milícias apoiadas pelo Irã e pelo poderio aéreo russo, anunciou uma grande ofensiva para tomar a área em 22 de setembro, empregando um poder de fogo inédito na guerra de cinco anos e meio.

A iniciativa matou centenas de pessoas e atingiu edifícios e hospitais, levando EUA e França a acusarem a Rússia e o governo sírio de crimes de guerra. Moscou e Damasco afirmam só visar militantes.

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