Hillary é ampla favorita para vencer no Colégio Eleitoral nos EUA, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

Por Maurice Tamman

NOVA YORK (Reuters) - Após uma semana desastrosa para o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, a democrata Hillary Clinton manteve sua já considerável vantagem para ganhar a votação no Colégio Eleitoral e substituir Barack Obama na Casa Branca, mostrou neste sábado uma pesquisa Reuters/Ipsos.

    Se a eleição fosse nesta semana, Hillary teria mais de 95 por cento de chance de obter os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral, e com uma vantagem de 118 votos. É a segunda semana seguida que ela registra chances tão altas.

    Os resultados refletem também outras projeções do Colégio Eleitoral, sendo que algumas delas calculam as chances de Hillart vencer em cerca de 90 por cento por cento.    Para a campanha de Trump, existem alguns Estados em que o candidato republicano precisa vencer para conseguir reunir votos suficientes no Colégio Eleitoral e assumir o comando do país.

    Um deles é a Flórida, mas as inúmeras visitas de Trump e seu candidato a vice, Mike Pence, ao Estado fizeram pouca diferença para diminuir a vantagem de Hillary. Há 29 votos do Colégio Eleitoral em jogo na Flórida e ela tem uma vantagem de 6 pontos percentuais, aproximadamente a mesma da semana passada.

    Contudo, a corrida ficou mais acirrada em Ohio, outro Estado importante para Trump. Hillary era favorita tanto em Ohio quanto em Nevada na semana passada, mas agora há incerteza quanto ao vitorioso nesses locais. Porém, o apoio a Hillary cresceu na Carolina do Norte e no Colorado.

    Na semana passada, a campanha de Trump teve dificuldade para responder a várias acusações de que o candidato fez avanços sexuais sem a condescendência de mulheres durante décadas. Trump diz que as acusações são mentirosas e parte de uma conspiração midiática para derrotá-lo.

    Todas as acusações foram feitas depois de o jornal The Washington Post divulgar um vídeo de 2005 em que Trump descreve como ele tentou seduzir uma mulher casada e expressou vulgarmente como a sua fama o permitia beijar e acariciar mulheres sem a permissão delas.    As acusações esconderam o que seria uma semana difícil para Hillary. O email de seu gerente de campanha foi aparentemente invadido e milhares de mensagens foram divulgadas pelo site Wikileaks.  

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