Aumentam sinais de que Merkel tentará 4º mandato em eleição de 2017

BERLIM (Reuters) - Aliados de primeiro escalão do partido da chanceler alemã, Angela Merkel, estão indicando cada vez mais que esperam que ela dispute a eleição para um quarto mandato em 2017, apesar de sua popularidade ter caído por conta da crise imigratória.

Merkel, de 62 anos e que é chanceler desde 2005, tem repetidamente se recusado a comentar sobre se disputará ou não a eleição de 2017, dizendo que deixará claras as suas intenções no futuro. Em setembro, ela disse que ainda estava motivada.

Mas um importante aliado de Merkel disse que não vê nenhuma outra alternativa realista para o posto de líder dos democratas-cristãos (CDU), papel que deve ser ocupado pelo principal candidato do partido a chanceler.

"Até onde eu sei, não há ninguém que esteja se preparando para disputar esse cargo", disse Peter Tauber, secretário-geral do CDU, quando indagado sobre se esperava que outros candidatos, além de Merkel, disputassem a liderança da legenda na convenção marcada para dezembro.

Em entrevista para o jornal Tagesspiegel de domingo, Tauber indicou Merkel como a pessoa que deveria ocupar os postos de líder do partido e de chanceler.

A ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, uma integrante do CDU que geralmente é apontada como sucessora de Merkel, disse em uma reunião com líderes militares nesta segunda que espera continuar no cargo atual após a eleição.

Outra integrante do CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, que é primeira-ministra do Estado de Saarland, disse sobre a votação para líder do partido: "Haverá uma candidata mulher", disse acrescentando que o partido elegerá essa candidata com uma grande maioria.

Embora Merkel seja apontada como a mais bem-sucedida chanceler na Alemanha pós-unificação, a popularidade dela tem caído desde a decisão no ano passado de permitir a entrada de centenas de milhares de imigrantes no país.

Mas uma pesquisa Infratest publicada em 6 de outubro mostrou que 54 por cento dos alemães estão satisfeitos com o trabalho de Merkel, 9 pontos a mais em comparação a setembro.

(Reportagem de Andreas Rinke e Andrea Shalal)

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