Duterte rompe com EUA e alinha Filipinas com a China

Por Ben Blanchard

PEQUIM (Reuters) - O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, anunciou sua "separação" dos Estados Unidos nesta quinta-feira, declarando que o país "perdeu" e que ele se realinhou com a China, já que os dois concordaram em resolver suas desavenças sobre o Mar do Sul da China por meio de conversas.

Duterte fez seus comentários na China, onde está em visita com ao menos 200 empresários para abrir caminho ao que classifica como uma nova aliança comercial no momento em que as relações com os EUA, aliados de longa data, se deterioram.

Seu secretário de Comércio, Ramon Lopez, disse que serão assinados acordos no valor de 13,5 bilhões de dólares.

Os esforços de Duterte para se alinhar com a China, meses depois de um tribunal de Haia arbitrar a favor das Filipinas nas disputas referentes ao Mar do Sul da China, marcam uma reversão na política externa desde que o ex-prefeito de 71 anos assumiu o cargo em 30 de junho.

"Agora a América perdeu", disse Duterte a empresários chineses e filipinos em um fórum no Grande Salão do Povo ao qual compareceu o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli.

"Eu me realinhei em seu fluxo ideológico e talvez também vá à Rússia conversar com (o presidente russo, Vladimir) Putin e lhe diga que há três de nós contra o mundo --China, Filipinas e Rússia. É o único caminho", acrescentou.

"Com isso, neste local, excelências, neste local eu anuncio minha separação dos Estados Unidos", disse Duterte ao som de aplausos. "Eu me separei deles. Então dependerei de vocês para todo o sempre. Mas não se preocupem. Também iremos ajudar, como vocês nos ajudam."

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