Ex-executivo de marketing se declara culpado em investigação sobre futebol nos EUA

Por Nate Raymond

NOVA YORK (Reuters) - Um ex-executivo de marketing esportivo preso no ano passado durante uma investigação norte-americana sobre corrupção envolvendo a federação internacional de futebol, a Fifa, se declarou culpado nesta quinta-feira de ter participado de esquemas para pagar propinas a uma importante autoridade.

Aaron Davidson, ex-presidente da unidade de Miami do conglomerado de marketing esportivo brasileiro Traffic, fez a sua declaração num tribunal federal no Brooklyn em relação a acusações de conspiração para extorsão e conspiração para fraude.

Davidson, que concordou em perder os direitos a 507.900 dólares, é uma das 42 pessoas e entidades indiciadas como parte de uma investigação dos Estados Unidos que abalou a Fifa, com sede em Zurique, e o mundo do futebol, e uma das 18 pessoas e duas empresas a se declarar culpado.

Promotores afirmaram que os acusados participaram de esquemas de mais de 200 milhões de dólares em propinas e comissões, que foram buscadas e recebidas por autoridades do futebol pelos direitos de marketing e transmissão de torneios e partidas.

No tribunal, Davidson, de 45 anos, admitiu ter participado de esquemas para direcionar 14,1 milhões de dólares em propinas para Jeffrey Webb, que foi vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, a federação de futebol das Américas do Norte e Central.

“Eu sabia que Webb estava usando a sua posição de autoridade e confiança para se enriquecer pessoalmente, e eu entendi que ele estava fazendo isso sem o conhecimento das organizações que ele representava ou às quais era filiado”, declarou Davidson.

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