Rússia irá deter bombardeio em Aleppo por 11 horas durante 4 dias; ONU quer pausa maior

Por Tom Miles e Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - A Rússia disse à Organização das Nações Unidas (ONU) que irá parar de bombardear o leste de Aleppo por 11 horas por dia durante quatro dias, mas isso não basta para desencadear um acordo de cessar-fogo mais abrangente mediante o qual os militantes deixariam a zona de guerra da Síria, disse a ONU nesta quinta-feira.

Os militares sírios disseram que um cessar-fogo unilateral apoiado pela Rússia entrou em vigor para permitir que as pessoas saiam do leste de Aleppo, uma medida rejeitada pelos rebeldes, que afirmam estar preparando uma contraofensiva para romper o bloqueio.

"Eles (os russos) disseram 11 horas por dia e quatro dias a partir de hoje, quinta-feira", informou o conselheiro humanitário da ONU para a Síria, Jan Egeland, aos repórteres. "Esperamos que possam ser quatro dias a partir de amanhã, sexta-feira".

"Eles estão estudando esse dia adicional", disse, observando que originalmente a Rússia havia anunciado uma pausa de oito horas, mas que a ONU objetou que esta seria curta demais para se retirar os feridos e permitir a entrada de assistência.

A Rússia não comunicou os quatro dias de respiro, mas seu ministro da Defesa disse que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que a primeira pausa de 11 horas, que deve vencer na tarde desta quinta-feira, seja ampliada para mais 24 horas.

A Rússia disse que parou de bombardear porque espera que os combatentes do grupo proscrito Jabhat Fateh al-Sham, antes conhecido como Frente Al-Nusra, deixem a cidade conforme o acordo de cessar-fogo proposto pelo enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

Mas De Mistura disse que vê as pausas no bombardeio como uma reação ao pedido da ONU por retiradas médicas. Sua proposta de trégua pediu mais do que isso.

"O pacote é claro, a Nursa precisa declarar que está pronta para partir, ou outros podem fazê-lo em seu nome, e ao mesmo tempo em que haja um compromisso do governo (sírio) de respeitar a administração local", disse.

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