ONU desiste de plano para retirar pacientes de Aleppo e culpa todas as partes do conflito

BEIRUTE (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) abandonou os planos para retirar pacientes de Aleppo, cidade sitiada e controlada por rebeldes no leste da Síria, o que esperava conseguir fazer durante uma pausa de três dias nos combates na semana passada, culpando todas as partes do conflito por obstruir os esforços.

"As retiradas foram obstruídas por vários fatores, incluindo atrasos no recebimento das aprovações necessárias das autoridades locais do leste de Aleppo, condições impostas por grupos armados não estatais e a objeção do governo da Síria à entrada de suprimentos médicos e de outras formas de ajuda na parte leste da cidade", disse o subsecretário-geral de assuntos humanitários e coordenador de ajuda de emergência da ONU, Stephen O'Brien, em um comunicado na segunda-feira.

O'Brien disse que nenhum doente ou familiar foi retirado durante o cessar-fogo unilateral de três dias anunciado pela Rússia na semana passada, que terminou no domingo com a retomada dos ataques aéreos e uma intensificação nos combates terrestres.

"Estou revoltado que o destino de civis vulneráveis – pessoas doentes e feridas, crianças e idosos, todos necessitados de cuidado crítico e de sobrevivência – fique implacavelmente nas mãos de partes que vêm fracassando persistente e desavergonhadamente em colocá-las acima de interesses políticos e militares estreitos", afirmou.

A ONU não consegue ter acesso ao leste de Aleppo desde julho, quando o governo sírio e forças aliadas colocaram o setor oriental da cidade sob cerco.

(Por Lisa Barrington)

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