Nova polêmica sobre emails de Hillary leva Trump a questionar adversária

Por Steve Holland e John Whitesides

ALBUQUERQUE, Novo México/WASHINGTON (Reuters) - O candidato republicano Donald Trump está se empenhando em despertar dúvidas sobre Hillary Clinton no momento em que a rival democrata enfrenta uma nova polêmica sobre seus emails, que criou um risco súbito a oito dias da eleição presidencial nos Estados Unidos.

O anúncio do diretor do FBI, James Comey, de que sua agência está investigando mais emails relativos a uma investigação sobre o uso que Hillary fez de um servidor pessoal de correio eletrônico quando era secretária de Estado tumultuou a corrida presidencial e deu a Trump novas esperanças de uma virada improvável e uma vitória no dia 8 de novembro.

"Quando vencermos em 8 de novembro, iremos a Washington D.C. e iremos drenar o pântano", disse Trump na noite de domingo durante um comício em Albuquerque, no Novo México, acusando Hillary de representar um sistema político corrupto.

"Hillary Clinton não é a vítima. Vocês, o povo norte-americano, são as vítimas desse sistema corrupto", afirmou.

A controvérsia envolvendo a ex-primeira-dama se tornou mais problemática no domingo, quando uma fonte a par do assunto disse que o FBI obteve um mandado para examinar emails recém-descobertos relativos ao servidor pessoal de Hillary.

A campanha da democrata e seus muitos apoiadores influentes no partido praticamente declararam guerra a Comey, que foi indicado ao cargo pelo presidente democrata Barack Obama em 2013.

O senador Harry Reid, de Nevada, líder do Partido Democrata no Senado, acusou Comey de ter "um padrão perturbador de dois pesos e duas medidas para o tratamento de informações sigilosas, com o que parece ser uma intenção clara de auxiliar um partido político".

Os problemas de Hillary desviaram o foco das dificuldades do próprio Trump, que vem sofrendo para se recuperar da divulgação de uma gravação em vídeo de 2005 na qual se vangloria de apalpar mulheres.

O magnata já diminuiu a vantagem de Hillary nas pesquisas nacionais de intenção de voto e está na liderança em alguns Estados-chave nos quais é provável que a eleição seja decidida.

Pesquisas diárias de monitoramento devem refletir em breve se o novo escândalo está influindo na disputa. O país permite a votação antecipada e milhões de norte-americanos já foram às urnas.

Se Hillary vencer a eleição, ainda assim a polêmica dos emails pode ofuscar sua ida à Casa Branca.

(Reportagem adicional de Mark Hosenball, em Washington)

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