Relator na CVM recomenda multa de R$500 mil a ex-diretor do BB no caso do mensalão

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Dois diretores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) votaram nessa terça-feira por multa de 500 mil reais ao ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, por desvio de recursos no mensalão do PT, mas um pedido de vistas adiou a conclusão do julgamento.

O inquérito na CVM envolve Pizzolato e outros dois ex-diretores do BB, Fernando Barbosa Oliveira e Paulo Euclides Bonzanini. Após o pedido de vistas, a CVM vai marcar uma nova data para retomar o julgamento.

Além da multa a Pizzolato, o relator do caso, Roberto Tadeu, recomendou multas de 250 mil e 100 mil reais aos diretores Oliveira e Bonzanini, respectivamente.

Da diretoria da CVM, atualmente com quatro integrantes, Henrique Machado acompanhou o relator. Já Gustavo Borba considerou baixo o valor da multa a Pizzolato e sugeriu um novo cálculo. Houve ainda divergência entre os diretores sobre eventuais punições adicionais aos executivos. O presidente da CVM, Leonardo Pereira, membro do colegiado, também pediu vistas.

Não há uma data fixada para retomada do julgamento.

Segundo a denúncia, em 2005, Pizzolato permitiu a transferência de mais de 70 milhões de reais para agências do publicitário Marcos Valério, dinheiro seria usado para abastecer um esquema de compra de votos de parlamentares no Congresso.

Atualmente, Pizzolato está preso, condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Ele chegou a fugir do país para não ser preso, mas em 2014 foi detido na Itália e, após longo processo de extradição, trazido para o país em 2015.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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