Bailarino russo preso por ataque com ácido volta a frequentar aulas no Bolshoi

MOSCOU (Reuters) - Um ex-dançarino do famoso Teatro Bolshoi que foi preso por organizar um ataque com ácido contra seu chefe, foi autorizado a participar de aulas de balé no teatro, disse nesta quinta-feira uma porta-voz do Bolshoi.

O solista do Bolshoi Pavel Dmitrichenko foi sentenciado em dezembro de 2013 a seis anos de prisão pelo ataque, no qual um agressor mascarado jogou ácido sulfúrico no rosto de Sergei Filin, então diretor artístico do teatro. Dmitrichenko foi solto sob condicional em maio.

Outro réu foi sentenciado a 10 anos de prisão pelo ataque, que levantou questões sobre rivalidades por papeis, dinheiro e poder em uma das mais importantes instituições culturais russas.

"A administração do Teatro Bolshoi decidiu cumprir o pedido de Pavel Dmitrichenko e permiti-lo participar de uma classe de balé matutina. Isto não significa de nenhuma maneira que ele irá trabalhar para o Bolshoi no futuro", disse uma porta-voz do teatro.

Após o ataque, Filin, que já foi um dos principais bailarinos do Bolshoi no passado, ficou parcialmente cego. Ele seguiu como diretor artístico até julho de 2015, quando seu contrato acabou. Atualmente, ele comanda o estúdio de jovens coreógrafos do Bolshoi.

O chefe do Bolshoi, Vladimir Urin, disse à mídia russa que Dmitrichenko não voltou a fazer parte da equipe do teatro.

"A principal questão é se ele conseguirá ter o físico necessário para um bailarino do Bolshoi", disse Urin segundo o jornal Moskovsky Komsomolets.

(Reportagem de Maria Vasilyeva)

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