Disputa apertada para Casa Branca preocupa simpatizantes de Hillary nos EUA

Por Emily Stephenson e Amanda Becker

JACKSONVILLE/WINTERVILLE (Reuters) - Os simpatizantes de Hillary Clinton observavam nervosos as pesquisas de opinião mostrando a democrata com uma vantagem frágil sobre o republicano Donald Trump nesta quinta-feira, ao mesmo tempo que os candidatos à Casa Branca percorriam os importantes Estados mais disputados no esforço final por votos.

Hillary está na frente de Trump por uma diferença de seis pontos percentuais, registrou a pesquisa Reuters/Ipsos na quarta-feira. Essa é a mesma vantagem que ela tinha antes do diretor do FBI, James Comey, ter enviado uma carta ao Congresso na semana passada que dizia que a agência havia encontrado um conjunto de emails potencialmente relacionado com a investigação sobre as mensagens de Hillary.

Outras pesquisas mostraram uma corrida bem mais disputada, alimentando as preocupações dos democratas com a situação atual da campanha a apenas cinco dias das eleições na terça-feira. A vantagem nacional de Hillary sobre Trump caiu para três pontos percentuais entre prováveis votantes na pesquisa New York Times/CBS News desta quinta-feira, quando era nove pontos há duas semanas.

Uma média das pesquisas feita pelo site RealClearPolitics deu uma vantagem de 1,7 ponto percentual para a democrata nesta quinta, bem abaixo da liderança sólida que ela tinha até o mês passado.

"Eu estou preocupada que Trump possa ganhar”, disse Nancy Dubs, de 83 anos, em Pittsburgh, que se disse eleitora de Hillary. “Eu acho que talvez seja a hora de termos uma presidente mulher.”

Para os simpatizantes de Hillary, a mudança de uma situação de confiança para uma de ansiedade foi rápida.

"Eu acho que todos nós estamos um pouco nervosos”, disse Rajnandini Pillai, que dá aulas na universidade estadual da Califórnia e apoia Hillary. “Parecia garantido umas semanas atrás.”

No entanto, algumas pesquisas mostravam Hillary com uma leve recuperação depois da queda da semana passada. Ela manteve uma diferença confortável na Reuters/Ipsos e voltou a ter dois pontos percentuais de vantagem em relação a Trump no mais recente levantamento do Washington Post/ABC News, que havia mostrado a democrata atrás do republicano no início desta semana.

O presidente Barack Obama, no terceiro dia de um giro para fazer campanha para Hillary, adotou um senso de urgência diante de uma plateia numa universidade da Flórida.

"Vocês têm a chance de fazer história”, disse Obama. “Há momentos em que a história é móvel, quando você pode tornar as coisas melhores ou piores. Este é um desses momentos.”

A disputa apertada para a Casa Branca tem abalado os mercados financeiros, à medida que investidores consideram a possibilidade de uma vitória de Trump. Investidores no geral veem Hillary como a candidata que manteria o status quo, ao mesmo tempo que há mais incertezas sobre o que um governo Trump significaria em termos econômicos, comerciais e geopolíticos.

ESTADOS DISPUTADOS

Uma vez que a disputa da Casa Branca é decidida por um sistema de Colégio Eleitoral em que se contabiliza ganhos Estado por Estado, Hillary e Trump focam a campanha num grupo de Estados onde a briga é acirrada. Trump começou o dia na Flórida e foi para a Carolina do Norte para dois comícios. Hillary teve dois atos na Carolina do Norte.

Flórida e Carolina do Norte são Estados em que Trump precisa ganhar no seu esforço para reunir os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para levar a Casa Branca. Hillary, que tem vantagem confortável em grandes Estados como Califórnia e em Nova York, poderia chegar mais facilmente aos 270 sem esses dois Estados.

Na Flórida, Trump enfatizou a sua tese de que a polêmica sobre o uso de um servidor privado de emails por Hillary quando ela era secretária de Estado é parte de um padrão de corrupção que a desqualifica para ser presidente.

O diretor do FBI, James Comey, concluiu depois de uma investigação de um ano em julho que não havia base para processar Hillary. A sua carta para o Congresso na última sexta sobre o exame de novos emails disse que eles poderiam ou não ser importantes, mas Trump e outros republicanos se aproveitaram da notícia.

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