Eleições presidenciais na Bulgária podem levar a relação mais próxima com Rússia

SOFIA (Reuters) - A Bulgária começa a votar neste domingo para escolher o próximo presidente do país em uma eleição em que o ex-comandante da Força Aérea Rumen Radev deve vencer por pouco o primeiro turno, segundo a mais recente pesquisa, o que pode impulsionar a instabilidade política no país do Mar Negro e levá-lo a laços mais próximos com a Rússia.

Radev, que tem 53 anos e é um antigo aliado do Partido Socialista, de oposição, tem pedido o fim de sanções europeias contra a Rússia e prometido laços mais próximos com Moscou.

Pesquisas de opinião da Alpha Research e da Gallup neste domingo mostraram Radev com entre 24,8 por cento e 26,7 por cento dos votos, liderando à frente dos demais 20 candidatos. Os primeiros resultados da eleição devem ser divulgados na segunda-feira.

Se não atingir uma maioria absoluta, Radev deverá enfrentar um segundo turno no próximo domingo contra Tsetska Tsacheva, de 58 anos, candidata pelo partido de situação de centro-direita GERB.

A votação tem início às 7 horas da manhã no horário local, com as urnas fechando às 8 horas da noite.

Antes deste domingo, as pesquisas de opinião mostram vitória de Tsacheva com entre 27,2 e 26,3 por cento dos votos, contra entre 22,5 e 23,1 por cento de Radev.

A votação de segundo turno acontece em 13 de novembro entre os dois candidatos mais votados se nenhum deles obtiver uma maioria absoluta.

A Bulgária, vista como o país mais próximo do Kremlin nos tempos soviéticos, tem sido uma anomalia na Europa, por estar dentro das estruturas da União Europeia e da OTAN, mas ao mesmo tempo se sentir próxima à Rússia.

"A Bulgária é um país pequeno, nós não temos recursos e é ingênuo ir contra a Rússia", disse Kalin Dragiev, um lojista de 49 anos. "Os políticos devem aceitar que a Bulgária realmente precisa da Rússia...eu provavelmente vou votar em Radev, mas ainda acho que Tsacheva é a favorita".

As sanções impostas pela UE contra Moscou por seu papel no conflito separatista da Ucrânica tiveram impacto financeiro negativo na Bulgária.

O poder no país de 7,2 milhões de habitantes fica principalmente com o primeiro-ministro e o parlamento, mas o presidente lidera as forças armadas e pode vetar leis, além de assinar tratados internacionais e escolher embaixadores.

(Por Tsvetelia Tsolova e Angel Krasimirov)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos