ONU diz que investiga mortes por ataque aéreo no Afeganistão

CABUL (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que está investigando um incidente registrado na quinta-feira no norte do Afeganistão, no qual mais de 30 civis foram mortos em ataques aéreos norte-americanos chamados para apoiar uma operação de forças especiais contra militantes do Talibã.

A Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (Unama) disse que pelo menos 32 pessoas foram mortas e 19 ficaram feridas, a maioria mulheres e crianças, nos ataques em Buz Kandahari, perto de Kunduz.

As mortes elevam o crescente número de vítimas civis no Afeganistão, onde somente na semana passada 95 morreram e 111 pessoas ficaram feridas, segundo dados da ONU.

"A perda de vidas de civis é inaceitável e prejudica os esforços para construir a paz e a estabilidade no Afeganistão", disse Tadamichi Yamamoto, representante especial do secretário-geral para o Afeganistão e chefe da Unama.

"Ao realizar operações aéreas, as forças militares internacionais devem tomar todas as medidas possíveis para minimizar os danos civis, incluindo a análise completa do contexto para os ataques aéreos", disse ele em um comunicado.

Os militares norte-americanos reconheceram no sábado que os ataques aéreos provavelmente causaram baixas civis e prometeram uma investigação. O general John Nicholson, principal comandante dos EUA no Afeganistão, lamentou profundamente a perda de vidas inocentes.

As operações aéreas foram solicitadas para proteger uma equipe afegã de forças especiais e seus assessores norte-americanos que ficaram sob fogo pesado durante um ataque contra supostos comandantes do Talibã. Três soldados afegãos e dois americanos foram mortos nos combates.

(Por James Mackenzie)

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