Democratas dizem que polêmica do FBI pode prejudicar partido na disputa legislativa

Por Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - Alguns democratas disseram nesta segunda-feira que temem que as suas chances de ganhar o controle da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos podem ter sido arruinadas pelo anúncio surpreendente do FBI no mês passado de que emails de Hillary Clinton estavam novamente sendo tema de investigação federal.

Eleitores vão às urnas nesta terça-feira para escolher como presidente a democrata Hillary ou o republicano Donald Trump, mas também para eleger 34 dos 100 senadores e todos os 435 assentos da Câmara.  

As duas Casas legislativas são atualmente controladas pelos republicanos.

A continuação do domínio republicano no Congresso poderia travar a pauta legislativa de Hillary se ela ganhar a Casa Branca. Uma vitória de Trump junto com um Parlamento republicano iria provavelmente representar o fim da legislação sobre saúde do presidente democrata Barack Obama, conhecida como “Obamacare”, que tem sido alvo de ataque permanente dos parlamentares republicanos.

Se os eleitores entregarem o poder para os democratas no Legislativo, 2017 traria uma tendência mais moderada aos projetos que os parlamentares enviariam ao novo presidente para virar lei.

Um graduado assessor democrata afirmou que a polêmica de outubro, que dominou as campanhas políticas por mais de uma semana, poderia reduzir em pelo menos dez o número de assentos da Câmara que os democratas teriam condição de conquistar dos republicanos.

No domingo, o diretor do FBI, James Comey, informou ao Congresso que ele mantinha a sua decisão de julho de que nenhum indiciamento cabia contra a candidata democrata a presidente, que tinha sido investigada por conta do uso de emails em um servidor privado quando secretária de Estado.

No entanto, a apenas dois dias do pleito nacional, a última decisão de Comey pode ter vindo muito tarde para os democratas, que esperavam grandes vitórias na terça para reconquistar o controle da Câmara pela primeira vez desde 2010 e do Senado pela primeira vez desde 2014.

“Está nos prejudicando terrivelmente”, afirmou o assessor, acrescentando que o apoio a Hillary nos Estados mais disputados poderia ter sido reduzido, o que por sua vez atrapalharia os candidatos a deputado do partido.

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