Opep vê oferta de petróleo de países rivais em queda e maior fatia de mercado

LONDRES (Reuters) - A demanda global pelo petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai subir nos próximos três anos, projetou o grupo, sugerindo que a decisão de deixar os preços caírem em 2014 para conter a oferta de rivais como os Estados Unidos está resultando em uma maior fatia de mercado.

A Opep, que em 2014 recusou-se a reduzir a produção mesmo em meio a um excesso de oferta, disse em relatório de perspectivas mundiais de 2016 que a demanda por seu petróleo deverá atingir 33,7 milhões de barris por dia em 2019, alta de 1 milhão de bpd ante este ano.

O relatório mostra que a projeção de mercado para os próximos anos melhorou --ao menos do ponto de vista da Opep, que fornece um terço da oferta global. Na edição de 2015 do documento, a demanda pelo petróleo da Opep era vista caindo para 30,70 milhões de bpd em 2020.

Ainda assim, a oferta esperada da Opep para 2019 seria apenas 300 mil bpd a mais do que o grupo tem produzido atualmente. Já a demanda pelo petróleo do cartel, embora em alta no longo prazo, é vista praticamente estável entre 2019 e 2021.

"O ambiente de menores preços do petróleo deverá fazer a oferta de países não membros cair no período 2016-2017, antes de começar a subir lentamente até 2021", disse o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, na introdução do relatório.

O relatório apoia uma visão de que a fatia de mercado da Opep deverá subir no longo prazo, conforme a oferta de rivais cai. A demanda pelo petróleo do grupo deve atingir 42 milhões de bpd em 2040, ou 37 por cento da oferta global, ante 34 por cento em 2016.

(Por Alex Lawler)

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