Obama e Hillary prometem união em torno de Trump nos EUA

Por Steve Holland e John Whitesides

(Reuters) - Donald Trump colocou de lado a festa e começou a planejar a sua transição de 73 dias para a Casa Branca nesta quarta-feira, enquanto a rival Hillary Clinton prometeu enterrar o rancor da longa corrida presidencial e trabalhar para unificar o país dividido.

Depois da surpreendente vitória do republicano Trump sobre a considerada favorita Hillary, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, do Partido Democrata, e lideranças republicanas que tiveram dificuldades na relação com Trump prometeram deixar para trás a hostilidade de uma campanha raivosa e às vezes pessoal e buscar um denominador comum.

"Donald Trump vai ser o nosso presidente. Nós devemos a ele uma mente aberta e a oportunidade de liderar”, afirmou Hillary, candidata democrata, nesta quarta-feira, no discurso em Nova York em que reconheceu a derrota, ao lado do marido, o ex-presidente Bill Clinton, e da filha Chelsea.

Com bandeiras norte-americanas ao fundo, ela disse a simpatizantes que a derrota era e será por um longo tempo dolorida e que havia se oferecido para ajudar Trump à medida que ele se prepara para começar o seu mandato de quatro anos no dia 20 de janeiro.

Um rico empresário do setor imobiliário e ex-apresentador de um reality show, Trump conduziu uma onda de raiva direcionada à elite de Washington para ganhar as eleições da terça-feira contra Hillary, que foi primeira-dama, senadora e secretária de Estado do país.

A vitória de Trump marcou um final duro para a segunda tentativa de Hillary de se tornar a primeira mulher presidente dos EUA.

Obama, que participou bastante da campanha contra Trump, o convidou à Casa Branca para uma reunião na quinta-feira, depois de uma noite brutal para o Partido Democrata, que também não conseguiu recapturar as maiorias nas duas Casas no Congresso.

“Nós estamos todos agora torcendo para o sucesso dele em unificar e liderar o país”, disse Obama na Casa Branca, acrescentando que ele e o seu pessoal trabalhariam com Trump para uma transição exitosa. “Nós não somos primeiramente democratas, nós não somos primeiramente republicanos, nós somos primeiramente norte-americanos.”

Trump e os seus principais assessores estavam reunidos na Trump Tower em Nova York na quarta-feira para iniciar a transição. Trump terá maiorias republicanas no Congresso, o que pode ajudá-lo a implementar a sua pauta legislativa.

"Ele acabou de ganhar um mandato e agora nós temos um governo republicano unificado”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, que teve uma relação tensa com Trump.

PRIORIDADES 

Numa entrevista à Reuters em 25 de outubro, Trump havia dito que as suas prioridades ao assumir o cargo seriam construir fronteiras fortes, rejeitar o plano nacional de saúde de Obama, ajudar veteranos militares e criar mais empregos.

No seu discurso da vitória no início desta quarta, ele também prometeu iniciar um projeto de reconstrução da infraestrutura e dobrar o crescimento do país.

Preocupados que uma vitória de Trump poderia causar incertezas econômicas, investidores inicialmente deixaram o mercado de ações em todo o mundo, mas Wall Street se recuperou das vendas drásticas, e o dólar alcançou o seu nível mais alto contra o iene em quase quatro meses.

O peso mexicano recuperou parte das perdas depois de chegar a uma baixa recorde.

Junto com a sua família, Trump falou a simpatizantes num hotel em Nova York. Ele disse que era hora de curar as divisões, depois de uma campanha que expôs diferenças profundas entre norte-americanos.

“É hora para nós nos juntarmos como um povo unido”, disse ele. “Eu serei presidente para todos os norte-americanos.”

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