Trump terá concordâncias com Congresso, mas relação a longo prazo pode ser difícil

Por Susan Cornwell e Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, vai ter de início uma lua-de-mel com o Congresso e as maiorias republicanas nas duas Casas quando ele assumir o cargo em janeiro, mas a longo prazo o romance pode ser mais difícil.

Um presidente cujo partido controla tanto o Senado quanto a Câmara dos Deputados pode geralmente contar com a capacidade de fazer as coisas rapidamente, e Trump provavelmente não será uma exceção, apesar de começar com dificuldades pouco comuns.

Muitos congressistas republicanos somente apoiaram Trump depois de ele se tornar candidato. Alguns nunca se alinharam. Ele ofendeu e atacou outros durante a campanha, incluindo o presidente da Câmara, Paul Ryan, que não fez campanha com Trump.

Além disso, o empresário de Nova York do setor imobiliário e ex-apresentador de um reality show não tem experiência de governar.

Nesta quarta-feira, líderes do partido apoiaram rapidamente o vitorioso, e espera-se que eles encontrem mais características em comum do que diferenças quando ele assumir o cargo.

"Donald Trump vai liderar um governo republicano unificado”, afirmou Ryan à imprensa no seu Estado, Wisconsin, prometendo “trabalhar de mãos dadas”.

Ryan disse que a sua relação com Trump “é boa”, que a transição está em andamento, e que ele já falou com o presidente eleito duas vezes e também com o vice, o governador de Indiana, Mike Pence.

"Em relação a maior parte das coisas que ele provavelmente vai defender, nós vamos ser de forma entusiasmada a favor”, disse o líder da maioria do Senado, Mitch McConnell.

Trump e os líderes republicanos no Congresso concordam com uma importante política: eles querem anular a legislação de saúde conhecida como “Obamacare”.

Ryan e McConnell prometeram lidar rapidamente com a lei.

Eles também vão agir rapidamente para confirmar o indicado de Trump para a Suprema Corte, depois que McConnell se recusou a considerar o indicado de Obama, após a morte do juiz Antonin Scala em fevereiro.

Trump também terá que trabalhar com democratas, que fizeram pequenos ganhos na terça-feira que reduziram o tamanho das maiorias republicanas na Câmara e no Senado. Com alguns votos ainda sendo contados, eles ganharam um punhado de novos assentos na Câmara. No Senado, eles pareciam assegurar pelo menos 48 vagas, duas a mais do que têm hoje.

Os democratas do Senado com certeza vão lutar contra uma reversão de Obamacare.

"Trump terá que trabalhar com um bom número de democratas no Senado para fazer as coisas", disse William Galston, especialista em estudos de governança no Brookings Institution.

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