Bomba fere 3 pessoas diante de escritório de governador no sudeste da Turquia

DIARBAQUIR, Turquia (Reuters) - Uma bomba explodiu do lado de fora do escritório do governador distrital da província de Mardin, no sudeste da Turquia, nesta quinta-feira e feriu 3 pessoas, incluindo o governador, informou o escritório do governador provincial em comunicado.

O governador distrital, Muhammed Fatih Safiturk, que sofreu queimaduras de terceiro grau, também havia sido nomeado em julho para administrar a municipalidade local, parte de uma série de medidas para substituir autoridades do Partido das Regiões Democráticas (DBP), uma legenda irmanada ao pró-curdo Partido Popular Democrático (HDP).

O governo acusa o HDP, segundo maior partido de oposição do parlamento, de ter laços com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta por autonomia no sudeste turco de maioria curda e foi proibido no país. O HDP nega qualquer relação direta e diz estar trabalhando em uma resolução pacífica para o conflito.

Ninguém assumiu a responsabilidade do ataque desta quinta-feira, mas o PKK realiza atentados com bombas e foguetes com frequência no sudeste, onde a violência recrudesceu desde que um cessar-fogo do PKK desmoronou em julho do ano passado.

Na semana passada, um carro-bomba detonado na cidade majoritariamente curda de Diarbaquir matou 11 pessoas e feriu ao menos 100 outras horas após as autoridades deterem líderes do HDP e alguns de seus parlamentares.

Três seguranças turcos e um civil foram mortos na quarta-feira quando militantes curdos atacaram a tiros um veículo de seguranças em Van, uma província do sudeste, quando este seguia para o distrito de Baskale, que faz fronteira com o Irã.

Mais de 40 mil pessoas já morreram no conflito desde que o PKK pegou em armas em 1984. A Turquia, os Estados Unidos e a União Europeia consideram o partido um grupo terrorista.

Também nesta quinta-feira, o Ministério do Interior disse que 201 militantes do PKK foram mortos e quase 300 outros ficaram feridos ou foram capturados em cerca de 8 mil operações terrestres e aéreas desde setembro. Cerca de 1.800 pessoas também foram detidas por ajudarem o PKK, segundo o comunicado.

        

(Por Daren Butler e Tuvan Gumrukcu)

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