Amy Adams fala sobre "A Chegada", sequência de "Encantada" e prêmios

Por Piya Sinha-Roy

LOS ANGELES (Reuters) - Apesar de ter cinco indicações ao Oscar no currículo, a atriz Amy Adams disse se sentir "insincera" fazendo campanha para si mesma durante a temporada de prêmios de Hollywood, embora seja cada vez maior o burburinho a respeito de sua atuação mais recente no papel da linguista intuitiva da ficção científica "A Chegada".

"Tenho que fazer com que seja algo além de mim, porque me promover me parece insincero", disse ela à Reuters, acrescentando que preferiria chamar a atenção para pessoas "que talvez não estejam no pôster" do filme.

Ela falou sobre "A Chegada", que estreia nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, de suas minúcias linguísticas e da reprise do papel de princesa Giselle na sequência da animação "Encantada". A seguir, alguns trechos editados da conversa.

 

         P: O que "A Chegada" oferece de tão diferente do que vemos normalmente em filmes de ficção científica?

 

         R: Aquilo a que nos acostumamos nos últimos tempos são filmes que oferecem ação e grandes riscos dentro dessa ação, e de fato temos grandes riscos e temos ação, mas (o filme) é contado de uma maneira muito paciente e descontraída que mantém você ligado sem te distrair com um monte de efeitos. Também há um tema central profundamente emotivo que carrega você durante o filme.

        

         P: Como você entendeu o trabalho de linguistas como sua personagem, a doutora Louise Banks?

 

         R: Quando entrei nisto, supus erradamente que um linguista é mais como um intérprete, ou só um tradutor, mas eles realmente trabalham com barreiras linguísticas, barreiras de comunicação, a maneira como nós, culturas diferentes, abordamos a linguagem.

         Quando aprendi mandarim, o pouco que aprendi para o filme, só mudar o tom da voz muda todo o sentido de uma frase, e isso é algo que, falando inglês, não necessariamente entendemos.

        

         P: Como o filme ecoa o mundo atual?

 

         R: Acho que mesmo no ano que se passou desde que o fizemos ele se tornou ainda mais relevante, infelizmente. Ele se tornou relevante, e ficou claro no dia a dia que as divisões que criamos (mais tarde) criam medo, criam violência. Isso realmente não nos leva adiante como sociedade global.

 

         P: Está empolgada com "Desencantada", a sequência de "Encantada", de 2007?

        

         R: Com certeza, todos nós. Os membros do elenco, se tivermos a sorte de trazer todos de volta, todos nós tivemos vidas tais nos últimos 10 anos que será realmente interessante de ver... gosto do título, acho que vem a propósito, me dá a sensação de ser perfeito.

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