Julian Assange é interrogado por procuradores em embaixada do Equador em Londres

LONDRES (Reuters) - O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, foi interrogado por procuradores nesta segunda-feira na embaixada do Equador em Londres, onde está abrigado há quatro anos, por conta de acusação de ter cometido estupro em 2010.

A procuradora-geral sueca Ingrid Isgren foi à embaixada para questionar Assange por intermédio de um procurador equatoriano a respeito das alegações, negadas pelo acusado, disse um fotógrafo da Reuters presente no local.

Assange, que enfureceu os Estados Unidos ao publicar centenas de milhares de despachos diplomáticos secretos norte-americanos, refugiou-se na embaixada em agosto de 2012 para evitar sua extradição para a Suécia por conta da acusação de estupro.

O australiano de 45 anos recusou-se a ir à Suécia para um interrogatório, dizendo temer uma posterior extradição aos EUA, onde corre uma investigação criminal sobre a publicação de documentos secretos no WikiLeaks.

Em 2010, o WikiLeaks publicou milhares de documentos militares e diplomáticos confidenciais dos EUA, um dos maiores vazamentos de informação da história norte-americana.

Isgren e um investigador da polícia poderão fazer perguntas por meio do procurador equatoriano, que mais tarde irá relatar as respostas à Suécia, disseram procuradores.

"Após o relatório, a procuradoria sueca irá ponderar a continuação da investigação", disseram.

Em setembro, um tribunal de apelações decidiu manter o mandado de prisão de Assange, afirmando que o grande interesse público do caso se sobrepõe a um pedido para que ele fosse descartado com base no impasse duradouro e de uma falta de empenho anterior no caso.

(Por Peter Nicholls e Paul Sandle)

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