Alibaba e Tencent apoiam lei de cibersegurança chinesa que está recebendo críticas

WUZHEN, China (Reuters) - O Alibaba Group Holding e a Tencent Holdings apoiaram a recém-imposta lei de cibersegurança de Pequim nesta quinta-feira, após críticas de suas rivais estrangeiras.

As duas gigantes de tecnologia do país também pediram uma colaboração mais próxima entre os setores público e privado na terceira Conferência Internacional de Internet, que focou em destacar ameaças à cibersegurança no último ano, incluindo interrupções de sistemas financeiros e radicalização de terroristas online.

A China diz que a nova lei, que formaliza restrições a empresas de tecnologia trabalhando na China, foi projetada para remover ameaças de cibersegurança em setores "críticos" e não para visar empresas estrangeiras e ajudar a conter o terrorismo.

No entanto, grupos empresariais estrangeiros e organizações de tecnologia dizem que são visados injustamente com medidas de vigilância excessivas e exigência de armazenamento de dados locais.

Analistas dizem que o Alibaba e a Tencent operam sites e aplicativos que têm uma grande base de usuários local, então enfrentarão poucas mudanças na maneira como armazenam dados após a lei.

"Isto marca um avanço para a China. Estamos pedindo que profissionais (da Tencent) aprendam com essas regulamentações", disse o diretor do Comitê Executivo de Segurança da Informação da Tencent, na conferência, que é organizada pelo órgão regulador de internet da China e também tem focado em construir uma governança global mais robusta e na responsabilidade da mídia.

(Por Catherine Cadell)

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